
O Provedor de Justiça Federal da Bélgica recomendou ao Ministério das Relações Exteriores e ao Escritório de Imigração uma reformulação do procedimento de solicitação de visto no país, após anos de reclamações sobre riscos à segurança e entraves burocráticos. Atualmente, a maioria dos cidadãos de países terceiros precisa comparecer pessoalmente a uma embaixada ou consulado belga para apresentar seu pedido — mesmo que isso envolva atravessar zonas de conflito ou percorrer centenas de quilômetros. Em uma decisão histórica de 2023 (caso ‘Afrin’), o Tribunal de Justiça Europeu determinou que os Estados-membros não podem exigir sistematicamente a presença física se isso comprometer o direito à reunificação familiar. Ainda assim, a Bélgica trata o envio remoto como uma exceção extraordinária.
O novo relatório do Provedor, publicado em 1º de dezembro de 2025, recomenda transformar o ‘procedimento Afrin’ — que permite o envio por e-mail em casos extremos — em um canal digital padrão, além de introduzir entrevistas por vídeo seguras para captura biométrica. O documento também sugere prazos de processamento harmonizados, justificativas mais claras nas cartas de recusa e uma plataforma centralizada para agendamento, a fim de acabar com a atual “loteria das embaixadas”, que faz os solicitantes esperarem meses por uma vaga em postos movimentados como Kinshasa, Ancara ou Islamabad.
Para multinacionais e universidades que dependem de talentos fora da UE, as propostas podem reduzir significativamente os prazos e os custos com viagens dos candidatos. Os departamentos de RH poderiam iniciar os processos de visto remotamente e agendar uma única visita presencial para coleta biométrica após a chegada — modelo semelhante ao procedimento francês ‘Welcome Talent’. Consultores de mobilidade afirmam que, se adotadas, as mudanças colocarão a Bélgica em linha com jurisdições de referência, como a Holanda, que implementou o sistema completo de envio eletrônico para Migrantes Altamente Qualificados em 2024.
Diplomatas reconhecem que a reforma exigirá investimentos em plataformas de TI seguras e treinamento adicional para os funcionários, mas destacam que a Bélgica já opera com sucesso o portal ‘Working in Belgium’ para pedidos de autorização de trabalho. Ampliar esse ecossistema para vistos de curta e longa duração seria, portanto, relativamente simples.
E agora? O Ministério tem seis meses para responder às recomendações do Provedor. Observadores esperam uma implementação gradual, começando pelos vistos de reunificação familiar e estudantes no final de 2026, seguida pelas categorias de negócios e humanitárias. Empresas são aconselhadas a mapear suas demandas de mobilidade para 2026 e preparar orçamentos de contingência caso as regras atuais de atendimento presencial permaneçam por mais tempo do que o esperado.
O novo relatório do Provedor, publicado em 1º de dezembro de 2025, recomenda transformar o ‘procedimento Afrin’ — que permite o envio por e-mail em casos extremos — em um canal digital padrão, além de introduzir entrevistas por vídeo seguras para captura biométrica. O documento também sugere prazos de processamento harmonizados, justificativas mais claras nas cartas de recusa e uma plataforma centralizada para agendamento, a fim de acabar com a atual “loteria das embaixadas”, que faz os solicitantes esperarem meses por uma vaga em postos movimentados como Kinshasa, Ancara ou Islamabad.
Para multinacionais e universidades que dependem de talentos fora da UE, as propostas podem reduzir significativamente os prazos e os custos com viagens dos candidatos. Os departamentos de RH poderiam iniciar os processos de visto remotamente e agendar uma única visita presencial para coleta biométrica após a chegada — modelo semelhante ao procedimento francês ‘Welcome Talent’. Consultores de mobilidade afirmam que, se adotadas, as mudanças colocarão a Bélgica em linha com jurisdições de referência, como a Holanda, que implementou o sistema completo de envio eletrônico para Migrantes Altamente Qualificados em 2024.
Diplomatas reconhecem que a reforma exigirá investimentos em plataformas de TI seguras e treinamento adicional para os funcionários, mas destacam que a Bélgica já opera com sucesso o portal ‘Working in Belgium’ para pedidos de autorização de trabalho. Ampliar esse ecossistema para vistos de curta e longa duração seria, portanto, relativamente simples.
E agora? O Ministério tem seis meses para responder às recomendações do Provedor. Observadores esperam uma implementação gradual, começando pelos vistos de reunificação familiar e estudantes no final de 2026, seguida pelas categorias de negócios e humanitárias. Empresas são aconselhadas a mapear suas demandas de mobilidade para 2026 e preparar orçamentos de contingência caso as regras atuais de atendimento presencial permaneçam por mais tempo do que o esperado.
Fonte: The Brussels Times