
O Brasil iniciou 2026 com a reforma migratória mais abrangente desde a Lei de Migração de 2017. A Portaria Interministerial 60/2025, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, elimina o conjunto fragmentado de programas de vistos humanitários específicos para cada país, acumulados desde o terremoto no Haiti em 2010. As vias separadas para afegãos, haitianos, sírios, ucranianos e outros foram substituídas por um regime único, que pode ser ativado, país por país, sempre que os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores do Brasil reconhecerem conjuntamente uma crise.
No curto prazo, a mudança criou um vácuo. Consulados ao redor do mundo suspenderam novos agendamentos para vistos humanitários enquanto aguardam a primeira lista de elegibilidade, levando ONGs que haviam patrocinado partidas em janeiro a cancelar voos ou remanejar candidatos para outras categorias de visto. Escritórios de imigração como Fragomen relatam aumento nos pedidos de “conversão” de vistos humanitários pendentes para categorias de estudante ou reagrupamento familiar, especialmente por afegãos e haitianos, para manter os prazos de relocação.
Para as empresas, o desafio imediato é a nova carta de “compromisso de acolhimento”. Todo futuro candidato deve ser apoiado por uma ONG brasileira que tenha acordo formal de cooperação com o governo federal e comprove possuir recursos suficientes para acomodação, treinamento linguístico e integração. Corporações que usavam vistos humanitários para transferir funcionários em risco — especialmente jornalistas e contratados de zonas de conflito — agora precisarão firmar parcerias com ONGs credenciadas antes de agendar viagens.
Advogados recomendam que as equipes de mobilidade atualizem imediatamente suas listas de verificação de conformidade. Embora os critérios salariais e as regras de autorização de trabalho permaneçam os mesmos, os documentos agora devem incluir o compromisso da ONG e podem exigir novos atestados de antecedentes criminais caso a pausa se prolongue. Titulares de vistos humanitários já no Brasil mantêm seus atuais cartões de residência, mas qualquer pedido de prorrogação ou reagrupamento familiar protocolado após 1º de janeiro será analisado conforme as novas regras.
Brasília defende que um único marco regulatório acabará com a improvisação que marcou emergências anteriores e permitirá respostas mais rápidas e previsíveis. O sucesso será avaliado pela rapidez na publicação da primeira lista de elegíveis e pela capacidade das ONGs de ampliar sua atuação para atender à nova demanda de patrocínio.
No curto prazo, a mudança criou um vácuo. Consulados ao redor do mundo suspenderam novos agendamentos para vistos humanitários enquanto aguardam a primeira lista de elegibilidade, levando ONGs que haviam patrocinado partidas em janeiro a cancelar voos ou remanejar candidatos para outras categorias de visto. Escritórios de imigração como Fragomen relatam aumento nos pedidos de “conversão” de vistos humanitários pendentes para categorias de estudante ou reagrupamento familiar, especialmente por afegãos e haitianos, para manter os prazos de relocação.
Para as empresas, o desafio imediato é a nova carta de “compromisso de acolhimento”. Todo futuro candidato deve ser apoiado por uma ONG brasileira que tenha acordo formal de cooperação com o governo federal e comprove possuir recursos suficientes para acomodação, treinamento linguístico e integração. Corporações que usavam vistos humanitários para transferir funcionários em risco — especialmente jornalistas e contratados de zonas de conflito — agora precisarão firmar parcerias com ONGs credenciadas antes de agendar viagens.
Advogados recomendam que as equipes de mobilidade atualizem imediatamente suas listas de verificação de conformidade. Embora os critérios salariais e as regras de autorização de trabalho permaneçam os mesmos, os documentos agora devem incluir o compromisso da ONG e podem exigir novos atestados de antecedentes criminais caso a pausa se prolongue. Titulares de vistos humanitários já no Brasil mantêm seus atuais cartões de residência, mas qualquer pedido de prorrogação ou reagrupamento familiar protocolado após 1º de janeiro será analisado conforme as novas regras.
Brasília defende que um único marco regulatório acabará com a improvisação que marcou emergências anteriores e permitirá respostas mais rápidas e previsíveis. O sucesso será avaliado pela rapidez na publicação da primeira lista de elegíveis e pela capacidade das ONGs de ampliar sua atuação para atender à nova demanda de patrocínio.
Fonte: VisaHQ