
O Brasil eliminou o conjunto fragmentado de vistos humanitários específicos por país, usados desde 2017, e os substituiu por um mecanismo unificado destinado a cobrir qualquer futura crise de deslocamento. A Portaria Interministerial 60/2025, publicada no Diário Oficial e em vigor desde 1º de janeiro de 2026, foi divulgada publicamente nos dias 6 e 7 de janeiro pelos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores.
A norma revoga os programas especiais que anteriormente direcionavam afegãos, haitianos, sírios e outros para o Brasil, e passa a autorizar os dois ministérios a emitirem atos conjuntos — a qualquer momento — nomeando as nacionalidades (e as circunstâncias específicas) que terão direito à proteção. Até a publicação da primeira lista, os consulados brasileiros foram orientados a não presumir elegibilidade para nenhum grupo, criando uma pausa temporária nas solicitações de vistos humanitários.
O novo modelo incorpora aprendizados da evacuação aérea do Afeganistão em 2022, quando ONGs enfrentaram dificuldades para abrigar milhares de refugiados que chegaram em poucas semanas. A partir de agora, todo candidato deve apresentar um “compromisso de acolhimento” emitido por uma organização não governamental que tenha acordo formal de cooperação com o governo federal e com capacidade comprovada de acomodação e apoio à integração. As taxas de visto continuam isentas para titulares e dependentes, enquanto os direitos de residência seguem o regime anterior: os beneficiários devem se registrar na Polícia Federal em até 90 dias e podem solicitar uma autorização temporária de dois anos, que permite estudar e trabalhar, com possibilidade de residência permanente.
Gestores de mobilidade corporativa devem atentar para duas implicações imediatas. Primeiro, a elegibilidade não está mais vinculada automaticamente à nacionalidade — as equipes de RH não podem presumir que funcionários ou prestadores de países em crise terão direito ao visto. Segundo, a exigência do compromisso de acolhimento aumenta o tempo de preparação e adiciona uma terceira parte à cadeia documental. Empresas que costumam realocar colaboradores de regiões instáveis devem antecipar a seleção de ONGs parceiras confiáveis e reservar algumas semanas extras para o processo.
No longo prazo, a portaria aproxima o Brasil do modelo europeu de “proteção temporária” e pode tornar o país um refúgio mais previsível para futuros eventos de deslocamento — desde que os ministérios publiquem os atos conjuntos prometidos de forma transparente e com frequência razoável. Até lá, especialistas recomendam que clientes explorem caminhos alternativos, como o visto de visitante ampliado para trabalho técnico de curto prazo ou o visto para nômades digitais, quando o status humanitário estiver incerto.
Para os beneficiários já no Brasil com vistos afegãos ou haitianos revogados, uma cláusula de transição garante continuidade: quem entrou até 31 de dezembro de 2025 pode solicitar residência independentemente do status, evitando perda súbita da legalidade ou dos direitos trabalhistas.
A norma revoga os programas especiais que anteriormente direcionavam afegãos, haitianos, sírios e outros para o Brasil, e passa a autorizar os dois ministérios a emitirem atos conjuntos — a qualquer momento — nomeando as nacionalidades (e as circunstâncias específicas) que terão direito à proteção. Até a publicação da primeira lista, os consulados brasileiros foram orientados a não presumir elegibilidade para nenhum grupo, criando uma pausa temporária nas solicitações de vistos humanitários.
O novo modelo incorpora aprendizados da evacuação aérea do Afeganistão em 2022, quando ONGs enfrentaram dificuldades para abrigar milhares de refugiados que chegaram em poucas semanas. A partir de agora, todo candidato deve apresentar um “compromisso de acolhimento” emitido por uma organização não governamental que tenha acordo formal de cooperação com o governo federal e com capacidade comprovada de acomodação e apoio à integração. As taxas de visto continuam isentas para titulares e dependentes, enquanto os direitos de residência seguem o regime anterior: os beneficiários devem se registrar na Polícia Federal em até 90 dias e podem solicitar uma autorização temporária de dois anos, que permite estudar e trabalhar, com possibilidade de residência permanente.
Gestores de mobilidade corporativa devem atentar para duas implicações imediatas. Primeiro, a elegibilidade não está mais vinculada automaticamente à nacionalidade — as equipes de RH não podem presumir que funcionários ou prestadores de países em crise terão direito ao visto. Segundo, a exigência do compromisso de acolhimento aumenta o tempo de preparação e adiciona uma terceira parte à cadeia documental. Empresas que costumam realocar colaboradores de regiões instáveis devem antecipar a seleção de ONGs parceiras confiáveis e reservar algumas semanas extras para o processo.
No longo prazo, a portaria aproxima o Brasil do modelo europeu de “proteção temporária” e pode tornar o país um refúgio mais previsível para futuros eventos de deslocamento — desde que os ministérios publiquem os atos conjuntos prometidos de forma transparente e com frequência razoável. Até lá, especialistas recomendam que clientes explorem caminhos alternativos, como o visto de visitante ampliado para trabalho técnico de curto prazo ou o visto para nômades digitais, quando o status humanitário estiver incerto.
Para os beneficiários já no Brasil com vistos afegãos ou haitianos revogados, uma cláusula de transição garante continuidade: quem entrou até 31 de dezembro de 2025 pode solicitar residência independentemente do status, evitando perda súbita da legalidade ou dos direitos trabalhistas.
Fonte: VisaHQ & Fragomen
Como a VisaHQ pode ajudar
A VisaHQ simplifica o processo de solicitação de visto para pessoas e empresas. Confira os requisitos de viagem atuais, prepare os documentos necessários e gerencie sua solicitação on-line pelo portal da VisaHQ para Brasil.Mais de Brasil
Ver tudo
Brasil Lança Sistema Unificado de Vistos Humanitários, Substituindo Programas Específicos por País
Polícia Federal Intensifica Fiscalização na Fronteira de Guarulhos: Prisões, Passaportes Falsos e Apreensão de Drogas na Primeira Semana de 2026