
Em Assunção, no dia 17 de janeiro, a União Europeia e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) finalmente assinaram os tão aguardados Acordos de Parceria e Comércio Provisório. As manchetes destacaram a redução de tarifas, mas, no meio das 6.000 páginas do texto, há um capítulo moderno sobre mobilidade que pode transformar a forma como empresários circulam entre o Brasil e a Europa.
O capítulo harmoniza as definições de “visitante de negócios”, “transferido intraempresarial” e “fornecedor de serviços contratados”, permitindo estadias de até 90 dias por entrada — prorrogáveis para 180 dias por ano — sem a necessidade de cumprir as regras locais de autorização de trabalho. Os consulados deverão criar filas prioritárias com prazo máximo de processamento de 30 dias e emitir vistos de múltiplas entradas válidos durante toda a vigência do contrato para executivos e investidores.
Para as multinacionais, o potencial é enorme. Montadoras em São Paulo, empresas farmacêuticas europeias instalando-se em Minas Gerais e fintechs brasileiras abrindo centros em Berlim poderão agora planejar seus projetos com caminhos de visto mais claros e rápidos. As equipes de RH devem identificar quais entidades legais se qualificam, revisar a conformidade com as regras de trabalhadores destacados e prever picos de demanda assim que o acordo for ratificado.
O acordo ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e por todas as legislaturas do Mercosul, o que significa que a data mais próxima para entrar em vigor é o final de 2026. Mesmo assim, as empresas já estão ajustando suas políticas de mobilidade, antecipando viagens mais fáceis, custos legais menores e uma implantação mais ágil de talentos especializados entre os dois continentes.
O capítulo harmoniza as definições de “visitante de negócios”, “transferido intraempresarial” e “fornecedor de serviços contratados”, permitindo estadias de até 90 dias por entrada — prorrogáveis para 180 dias por ano — sem a necessidade de cumprir as regras locais de autorização de trabalho. Os consulados deverão criar filas prioritárias com prazo máximo de processamento de 30 dias e emitir vistos de múltiplas entradas válidos durante toda a vigência do contrato para executivos e investidores.
Para as multinacionais, o potencial é enorme. Montadoras em São Paulo, empresas farmacêuticas europeias instalando-se em Minas Gerais e fintechs brasileiras abrindo centros em Berlim poderão agora planejar seus projetos com caminhos de visto mais claros e rápidos. As equipes de RH devem identificar quais entidades legais se qualificam, revisar a conformidade com as regras de trabalhadores destacados e prever picos de demanda assim que o acordo for ratificado.
O acordo ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e por todas as legislaturas do Mercosul, o que significa que a data mais próxima para entrar em vigor é o final de 2026. Mesmo assim, as empresas já estão ajustando suas políticas de mobilidade, antecipando viagens mais fáceis, custos legais menores e uma implantação mais ágil de talentos especializados entre os dois continentes.
Fonte: Associated Press
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