
O governo de direita da Itália vai apresentar na próxima semana um amplo pacote de imigração que, pela primeira vez desde os anos 1990, autoriza formalmente a Marinha e a Guarda Costeira a impedir barcos de migrantes de entrarem em águas territoriais e a desembarcar pessoas resgatadas em países terceiros considerados "seguros". O ministro do Interior, Matteo Piantedosi, afirmou a jornalistas após a reunião do gabinete na quinta-feira que a medida — rapidamente apelidada de "bloqueio naval" — foi criada para se alinhar ao novo Pacto de Asilo e Migração da UE, que entra em vigor em junho.
Segundo o projeto de lei, requerentes de asilo interceptados a até 24 milhas náuticas da costa italiana poderão ser transferidos para países parceiros como Albânia ou Tunísia para o processamento dos pedidos de proteção. O governo argumenta que o processamento offshore vai desestimular as redes de tráfico e aliviar a pressão sobre os centros de acolhimento superlotados na Sicília e Calábria. ONGs de direitos humanos já sinalizaram que vão recorrer judicialmente, citando possíveis violações do princípio de não devolução, previsto tanto na legislação da UE quanto na Convenção de Refugiados de 1951.
Para os empregadores que dependem de mão de obra sazonal ou de baixa qualificação de fora da UE, o impacto pode ser grande. Embora o decreto mantenha o sistema anual de cotas do "decreto flussi", ele concede ao ministério do Interior poder discricionário para realocar vistos caso o número de chegadas marítimas ultrapasse um limite ainda a ser definido. As equipes de mobilidade corporativa podem, portanto, enfrentar realocações de cotas no meio da temporada, complicando a contratação de trabalhadores estrangeiros na agricultura, hotelaria e construção civil.
O projeto será enviado ao Parlamento em 11 de fevereiro, com o governo confiante na aprovação graças à sua maioria estável em ambas as casas. Partidos de oposição afirmam que vão propor emendas para manter as operações de resgate nos portos italianos e garantir supervisão judicial sobre as transferências para países terceiros.
Empresas com equipes móveis devem acompanhar o debate parlamentar: o texto final pode afetar os prazos de processamento para transferências intraempresariais e a disponibilidade de autorizações de trabalho isentas de cota, caso a capacidade de busca e resgate seja reduzida.
Segundo o projeto de lei, requerentes de asilo interceptados a até 24 milhas náuticas da costa italiana poderão ser transferidos para países parceiros como Albânia ou Tunísia para o processamento dos pedidos de proteção. O governo argumenta que o processamento offshore vai desestimular as redes de tráfico e aliviar a pressão sobre os centros de acolhimento superlotados na Sicília e Calábria. ONGs de direitos humanos já sinalizaram que vão recorrer judicialmente, citando possíveis violações do princípio de não devolução, previsto tanto na legislação da UE quanto na Convenção de Refugiados de 1951.
Para os empregadores que dependem de mão de obra sazonal ou de baixa qualificação de fora da UE, o impacto pode ser grande. Embora o decreto mantenha o sistema anual de cotas do "decreto flussi", ele concede ao ministério do Interior poder discricionário para realocar vistos caso o número de chegadas marítimas ultrapasse um limite ainda a ser definido. As equipes de mobilidade corporativa podem, portanto, enfrentar realocações de cotas no meio da temporada, complicando a contratação de trabalhadores estrangeiros na agricultura, hotelaria e construção civil.
O projeto será enviado ao Parlamento em 11 de fevereiro, com o governo confiante na aprovação graças à sua maioria estável em ambas as casas. Partidos de oposição afirmam que vão propor emendas para manter as operações de resgate nos portos italianos e garantir supervisão judicial sobre as transferências para países terceiros.
Empresas com equipes móveis devem acompanhar o debate parlamentar: o texto final pode afetar os prazos de processamento para transferências intraempresariais e a disponibilidade de autorizações de trabalho isentas de cota, caso a capacidade de busca e resgate seja reduzida.
Fonte: ANSA