
A atual operadora Inframerica demonstrou confiança na próxima licitação do Aeroporto Internacional de Brasília, após o Tribunal de Contas da União aprovar a mudança da taxa de concessão de fixa para variável. A decisão abre caminho para que o Ministério dos Portos e Aeroportos publique os editais ainda este ano. No novo formato, o vencedor pagará uma porcentagem da receita bruta em vez de um valor fixo antecipado, seguindo o modelo adotado nos leilões da sétima rodada no Brasil. A Inframerica — controlada pela argentina Corporación América Airports — defende que a alteração torna o ativo financeiramente sustentável após as perdas da pandemia e viabiliza investimentos atrasados no terminal. Para viajantes e planejadores de mobilidade corporativa, o anúncio elimina incertezas sobre o principal hub da capital, que movimenta grande volume de tráfego diplomático, de defesa e do setor de petróleo e gás. Analistas do setor esperam que concorrentes como AENA Brasil, Aeroporto de Zurique e Vinci avaliem o ativo, devido ao seu forte perfil de conexão doméstica e ao potencial para novas rotas internacionais de longa distância após a conclusão das obras na pista. O leilão reunirá dez aeroportos regionais no programa AmpliAR junto com Brasília, uma iniciativa para acelerar a conectividade na região Centro-Oeste. Equipes de RH que transferem funcionários para o Distrito Federal devem acompanhar os prazos da concessão, pois os períodos de transição podem impactar o acesso a salas VIP, contratos de estacionamento e canais de segurança prioritários usados por viajantes corporativos frequentes.
Fonte: Broadcast/Agência Estado