
A Ordem dos Advogados da Inglaterra e País de Gales pediu aos ministros que abandonem os planos de extinguir o Tribunal Especializado de Primeira Instância (Câmara de Imigração e Asilo) e substituí-lo por um órgão de julgadores leigos. Em comunicado de 22 de abril, a entidade profissional alertou que a proposta — atualmente em consulta pública — corre o risco de repetir erros do passado e comprometer a independência do sistema de recursos. Documentos governamentais preveem um processo simplificado, conduzido por julgadores sem formação jurídica, com o objetivo de reduzir a média de espera de 42 semanas para recursos de asilo. A Ordem dos Advogados argumenta que painéis leigos semelhantes foram abandonados no início dos anos 2000 por serem “inadequados” e defende que os atrasos decorrem de decisões iniciais de baixa qualidade do Home Office, e não do procedimento do tribunal. Consultores corporativos de imigração destacam que o tribunal especializado atualmente também lida com revogações de vistos de trabalho e recusas de licenças de patrocinadores, além dos casos de asilo. Substituí-lo por um órgão com menos qualificação jurídica pode aumentar a incerteza para empregadores que contestam suspensões de patrocínio ou notificações de penalidades civis. O prazo para a consulta foi estendido até 6 de maio, após críticas de que o período original durante a Páscoa foi curto demais. Partes interessadas — incluindo equipes internas de mobilidade — podem desejar apresentar evidências sobre como uma revisão especializada e previsível dos recursos sustenta a confiança na contratação de funcionários internacionais. Qualquer mudança estrutural exigirá legislação primária, portanto, a data mais próxima para implementação realista é o final de 2027. Até lá, os processos atuais do tribunal — incluindo a via do Tribunal Superior — permanecem inalterados.