
A Alemanha acordou em 12 de junho com um cenário migratório completamente diferente. À meia-noite, o tão aguardado Pacto de Migração e Asilo da União Europeia — mais conhecido como o renovado Sistema Europeu Comum de Asilo (GEAS) — tornou-se juridicamente vinculativo. Para a Polícia Federal nos 74 pontos de passagem fronteiriços externos da Alemanha e para os centros de acolhimento dos Länder, começou a contagem regressiva para uma série de prazos novos, determinados por Bruxelas: triagem obrigatória de identidade em até sete dias, procedimentos acelerados na fronteira limitados a três meses e recurso único para pedidos rejeitados. Na prática, viajantes provenientes dos chamados “países de origem seguros” ou pessoas identificadas como riscos à segurança serão agora encaminhados para zonas de processamento na fronteira, em vez de serem distribuídos para municípios.
Hans Leijtens, chefe da agência europeia de fronteiras Frontex, elogiou a reforma por substituir “27 formas diferentes de agir por uma única”, enquanto o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, chamou-a de “a caixa de ferramentas que precisamos para restaurar a ordem”. O pacto também obriga cada Estado-membro a contribuir com realocações ou a pagar para um fundo de solidariedade. Berlim sinalizou que optará pelas realocações em vez de pagar multas, uma posição bem recebida pelas autoridades das cidades-estados, que temem a escassez de mão de obra nos setores de serviços.
No entanto, grupos de direitos humanos alertam para instalações de detenção superlotadas em aeroportos e pontos terrestres; a organização Pro Asyl afirma que o prazo de sete dias para triagem “convida a decisões apressadas e propensas a erros”. Para empregadores multinacionais, a maior vantagem é a previsibilidade: uma vez que o pedido de asilo de um trabalhador seja aceito sob as regras harmonizadas da UE, a transferência dentro da Área Schengen deverá envolver menos burocracia. As empresas são aconselhadas, porém, a se prepararem para gargalos de curto prazo nos aeroportos de Frankfurt e Munique, enquanto a polícia federal adapta sistemas de TI e treina sua equipe. As equipes jurídicas também devem revisar as políticas de mobilidade de funcionários para refletir os prazos mais rígidos para recursos previstos no pacto.
Hans Leijtens, chefe da agência europeia de fronteiras Frontex, elogiou a reforma por substituir “27 formas diferentes de agir por uma única”, enquanto o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, chamou-a de “a caixa de ferramentas que precisamos para restaurar a ordem”. O pacto também obriga cada Estado-membro a contribuir com realocações ou a pagar para um fundo de solidariedade. Berlim sinalizou que optará pelas realocações em vez de pagar multas, uma posição bem recebida pelas autoridades das cidades-estados, que temem a escassez de mão de obra nos setores de serviços.
No entanto, grupos de direitos humanos alertam para instalações de detenção superlotadas em aeroportos e pontos terrestres; a organização Pro Asyl afirma que o prazo de sete dias para triagem “convida a decisões apressadas e propensas a erros”. Para empregadores multinacionais, a maior vantagem é a previsibilidade: uma vez que o pedido de asilo de um trabalhador seja aceito sob as regras harmonizadas da UE, a transferência dentro da Área Schengen deverá envolver menos burocracia. As empresas são aconselhadas, porém, a se prepararem para gargalos de curto prazo nos aeroportos de Frankfurt e Munique, enquanto a polícia federal adapta sistemas de TI e treina sua equipe. As equipes jurídicas também devem revisar as políticas de mobilidade de funcionários para refletir os prazos mais rígidos para recursos previstos no pacto.
Fonte: AP News