
O governo federal deu um passo importante para reformular o processo de análise dos pedidos de proteção de refugiados no Canadá. Um pacote regulatório publicado na Canada Gazette em 19 de junho detalha o Projeto de Lei C-12, a Lei de Fortalecimento do Sistema de Imigração e das Fronteiras do Canadá, que recebeu a Sanção Real em março. O Ministério da Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá (IRCC) afirma que as mudanças são necessárias para evitar futuros atrasos e para oferecer aos requerentes — e às comunidades canadenses — uma resposta mais rápida sobre quem pode permanecer no país.
Segundo as regras propostas, os solicitantes de asilo preencheriam um único formulário consolidado, substituindo o atual processo em duas etapas que frequentemente gera pedidos duplicados de informações. Prazos legais obrigariam a Divisão de Proteção de Refugiados a agendar a maioria das audiências em até 90 dias e a finalizar as decisões em até 30 dias após a audiência, ao mesmo tempo em que concedem prazos maiores para a preparação de requerentes vulneráveis. As regulamentações também oficializam um processo antecipado para emissão de permissões de trabalho, permitindo que pessoas protegidas possam se sustentar enquanto aguardam o processamento do status de residência permanente.
Outro ponto importante é a criação de um marco claro para a reintegração de pedidos que foram retirados anteriormente por motivos administrativos, algo que defensores dos direitos dos refugiados há muito tempo reivindicavam. Segundo o IRCC, a codificação dessas regras reduzirá litígios e liberará tempo dos responsáveis pelas decisões. Paralelamente, as regulamentações preveem exceções limitadas às regras mais rígidas de inelegibilidade implementadas no ano passado, garantindo a preservação da unidade familiar e que pessoas em risco urgente de proteção não sejam excluídas por questões técnicas.
O ministério estima que as reformas reduzirão o tempo médio de processamento de pedidos simples de 24 para cerca de 12 meses, economizando aproximadamente 310 milhões de dólares canadenses em gastos com assistência social para as províncias ao longo de dez anos. Setores que dependem de permissões de trabalho para refugiados — como agroalimentar, hospitalidade e cuidados de longa duração — devem se beneficiar com um fornecimento mais estável de mão de obra.
As consultas públicas seguem até meados de julho, com a implementação prevista para o final de 2026, dando às empresas e prestadores de serviços apenas alguns meses para ajustar seus procedimentos internos de conformidade e sistemas de TI. Para gestores de mobilidade global, a mensagem é dupla: o Canadá mantém seu compromisso com a migração humanitária, mas também está elevando os padrões de serviço. Empresas que contratam regularmente trabalhadores na categoria de refugiados devem se preparar para uma emissão mais rápida das permissões de trabalho — uma boa notícia —, mas também revisar seus processos de integração para garantir que consigam cumprir os prazos mais curtos para envio de documentos quando as novas regras entrarem em vigor.
Segundo as regras propostas, os solicitantes de asilo preencheriam um único formulário consolidado, substituindo o atual processo em duas etapas que frequentemente gera pedidos duplicados de informações. Prazos legais obrigariam a Divisão de Proteção de Refugiados a agendar a maioria das audiências em até 90 dias e a finalizar as decisões em até 30 dias após a audiência, ao mesmo tempo em que concedem prazos maiores para a preparação de requerentes vulneráveis. As regulamentações também oficializam um processo antecipado para emissão de permissões de trabalho, permitindo que pessoas protegidas possam se sustentar enquanto aguardam o processamento do status de residência permanente.
Outro ponto importante é a criação de um marco claro para a reintegração de pedidos que foram retirados anteriormente por motivos administrativos, algo que defensores dos direitos dos refugiados há muito tempo reivindicavam. Segundo o IRCC, a codificação dessas regras reduzirá litígios e liberará tempo dos responsáveis pelas decisões. Paralelamente, as regulamentações preveem exceções limitadas às regras mais rígidas de inelegibilidade implementadas no ano passado, garantindo a preservação da unidade familiar e que pessoas em risco urgente de proteção não sejam excluídas por questões técnicas.
O ministério estima que as reformas reduzirão o tempo médio de processamento de pedidos simples de 24 para cerca de 12 meses, economizando aproximadamente 310 milhões de dólares canadenses em gastos com assistência social para as províncias ao longo de dez anos. Setores que dependem de permissões de trabalho para refugiados — como agroalimentar, hospitalidade e cuidados de longa duração — devem se beneficiar com um fornecimento mais estável de mão de obra.
As consultas públicas seguem até meados de julho, com a implementação prevista para o final de 2026, dando às empresas e prestadores de serviços apenas alguns meses para ajustar seus procedimentos internos de conformidade e sistemas de TI. Para gestores de mobilidade global, a mensagem é dupla: o Canadá mantém seu compromisso com a migração humanitária, mas também está elevando os padrões de serviço. Empresas que contratam regularmente trabalhadores na categoria de refugiados devem se preparar para uma emissão mais rápida das permissões de trabalho — uma boa notícia —, mas também revisar seus processos de integração para garantir que consigam cumprir os prazos mais curtos para envio de documentos quando as novas regras entrarem em vigor.
Fonte: Canada Newswire
Como a VisaHQ pode ajudar
A VisaHQ simplifica o processo de solicitação de visto para pessoas e empresas. Confira os requisitos de viagem atuais, prepare os documentos necessários e gerencie sua solicitação on-line pelo portal da VisaHQ para Canadá.Mais de Canadá
Ver tudo
Alberta lança ferramenta online ‘Explorador de Elegibilidade’ para descomplicar os programas provinciais de imigração
IRCC concede autorização de última hora para atacante da Costa do Marfim, Elye Wahi, jogar partida da Copa do Mundo em Toronto