
O Aeroporto de Bruxelas, principal hub internacional da Bélgica, está entrando em seu período mais movimentado do ano e já sente a pressão. Em comunicado divulgado em 29 de junho de 2026, a administração do aeroporto alertou para um «volume excepcionalmente alto de passageiros» esperado a partir de agora até a primeira semana de julho, quando muitas escolas belgas entram em recesso e uma onda de turistas da UE parte para o exterior. Fotografias feitas na manhã de segunda-feira no saguão de embarque mostram filas intermináveis no controle de passaportes para não pertencentes ao espaço Schengen; repórteres da Agência Anadolu registraram esperas superiores a duas horas para alguns voos de longa distância.
Diversos fatores estão contribuindo para o congestionamento no controle de fronteira. Primeiro, o novo Sistema de Entrada/Saída da UE (EES) – que registra dados biométricos de todos os cidadãos de países terceiros – aumentou o tempo médio de atendimento em cada guichê. Segundo, a polícia federal belga ainda está recrutando funcionários temporários após uma primavera marcada por greves inesperadas entre controladores de tráfego aéreo e equipes de solo. Por fim, uma falha que tirou metade dos portões eletrônicos automáticos do ar no domingo (28 de junho) gerou um acúmulo que se estendeu até o pico de segunda-feira.
O aeroporto informa que já restabeleceu os 24 portões eletrônicos automáticos e realocou policiais à paisana para atender os guichês manuais, mas admite que os gargalos provavelmente voltarão a ocorrer no início de cada «onda» (das 5h às 8h e das 11h às 14h). Os viajantes são orientados a chegar pelo menos três horas antes dos voos de longa distância, manter líquidos em sacos transparentes de 1 litro e, se forem portadores de passaporte da UE, usar as filas eletrônicas exclusivas para liberar o atendimento aos passageiros de países terceiros. As companhias aéreas foram solicitadas a escalonar os horários de abertura do check-in para evitar picos repentinos.
Para empresas multinacionais, o alerta é crucial. Bruxelas é um centro importante para a OTAN, instituições da UE e centenas de sedes que fazem rotações rápidas de funcionários. Advogados especializados em imigração alertam que perder voos pode comprometer a conformidade com permissões de trabalho, já que os «cartões B» belgas (autorizações locais de residência) só são emitidos após a entrada física do funcionário no país. «Nosso conselho para os funcionários que chegam esta semana é simples: planejar um tempo extra de margem ou viajar na noite anterior a reuniões importantes», afirma Sofie Claes, sócia de mobilidade da Deloitte Bélgica.
O congestionamento também representa um teste para a promessa do espaço Schengen de viagens transfronteiriças fluidas. Se a Bélgica não conseguir processar os passageiros que partem com rapidez, países vizinhos como França e Holanda – também sob pressão no verão – podem ser obrigados a limitar os serviços de trens de conexão, o que impactaria itinerários corporativos. Com o fim do período de tolerância do EES previsto para setembro, aeroportos em toda a UE estarão atentos a Bruxelas para avaliar se ajustes no software e reforço de pessoal conseguirão reduzir o tempo de espera para menos de 30 minutos.
Diversos fatores estão contribuindo para o congestionamento no controle de fronteira. Primeiro, o novo Sistema de Entrada/Saída da UE (EES) – que registra dados biométricos de todos os cidadãos de países terceiros – aumentou o tempo médio de atendimento em cada guichê. Segundo, a polícia federal belga ainda está recrutando funcionários temporários após uma primavera marcada por greves inesperadas entre controladores de tráfego aéreo e equipes de solo. Por fim, uma falha que tirou metade dos portões eletrônicos automáticos do ar no domingo (28 de junho) gerou um acúmulo que se estendeu até o pico de segunda-feira.
O aeroporto informa que já restabeleceu os 24 portões eletrônicos automáticos e realocou policiais à paisana para atender os guichês manuais, mas admite que os gargalos provavelmente voltarão a ocorrer no início de cada «onda» (das 5h às 8h e das 11h às 14h). Os viajantes são orientados a chegar pelo menos três horas antes dos voos de longa distância, manter líquidos em sacos transparentes de 1 litro e, se forem portadores de passaporte da UE, usar as filas eletrônicas exclusivas para liberar o atendimento aos passageiros de países terceiros. As companhias aéreas foram solicitadas a escalonar os horários de abertura do check-in para evitar picos repentinos.
Para empresas multinacionais, o alerta é crucial. Bruxelas é um centro importante para a OTAN, instituições da UE e centenas de sedes que fazem rotações rápidas de funcionários. Advogados especializados em imigração alertam que perder voos pode comprometer a conformidade com permissões de trabalho, já que os «cartões B» belgas (autorizações locais de residência) só são emitidos após a entrada física do funcionário no país. «Nosso conselho para os funcionários que chegam esta semana é simples: planejar um tempo extra de margem ou viajar na noite anterior a reuniões importantes», afirma Sofie Claes, sócia de mobilidade da Deloitte Bélgica.
O congestionamento também representa um teste para a promessa do espaço Schengen de viagens transfronteiriças fluidas. Se a Bélgica não conseguir processar os passageiros que partem com rapidez, países vizinhos como França e Holanda – também sob pressão no verão – podem ser obrigados a limitar os serviços de trens de conexão, o que impactaria itinerários corporativos. Com o fim do período de tolerância do EES previsto para setembro, aeroportos em toda a UE estarão atentos a Bruxelas para avaliar se ajustes no software e reforço de pessoal conseguirão reduzir o tempo de espera para menos de 30 minutos.
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