
A recém-lançada edição 2026 do Índice Global de Passaportes coloca o passaporte brasileiro em segundo lugar na América Latina — atrás apenas do Chile — e confortavelmente entre os 20 melhores do mundo em mobilidade. O índice combina pontuações de acesso sem visto com atratividade para investimentos e indicadores de qualidade de vida, oferecendo uma visão mais ampla do que rankings baseados apenas na contagem de vistos, como o Henley. Para os gestores de mobilidade, o resultado confirma que os profissionais brasileiros têm uma liberdade de viagem altamente competitiva: mais de 150 destinos sem necessidade de visto prévio, incluindo toda a Área Schengen da Europa, o Reino Unido e grande parte da região Ásia-Pacífico. Isso facilita viagens de negócios de última hora e reduz a burocracia em roteiros que envolvem múltiplos países para sedes regionais baseadas em São Paulo, Buenos Aires ou Santiago.
No entanto, o relatório também destaca barreiras que ainda limitam a ascensão do Brasil no ranking global — um lembrete de que o poder do passaporte depende tanto da percepção do mercado quanto dos acordos formais. Analistas apontam o risco econômico e as pontuações de facilidade para fazer negócios como fatores que pesam negativamente; ambos influenciam decisões de realocação corporativa, pois afetam o tempo de aprovação de permissões de trabalho e a atratividade para contratações locais. Empresas que transferem funcionários para o Brasil não devem, portanto, presumir reciprocidade automática. Cidadãos dos EUA, Canadá e Austrália, por exemplo, precisarão novamente obter um e-Visa para entrar no Brasil a partir de 2025, apesar de brasileiros desfrutarem de estadias sem visto nesses países (ou eTAs simplificados, no caso do Canadá). Compreender essas assimetrias — e prever tempo extra para vistos de entrada — continuará sendo parte do trabalho da mobilidade global, mesmo com os brasileiros colhendo os benefícios de um passaporte mais forte para viagens ao exterior.
No entanto, o relatório também destaca barreiras que ainda limitam a ascensão do Brasil no ranking global — um lembrete de que o poder do passaporte depende tanto da percepção do mercado quanto dos acordos formais. Analistas apontam o risco econômico e as pontuações de facilidade para fazer negócios como fatores que pesam negativamente; ambos influenciam decisões de realocação corporativa, pois afetam o tempo de aprovação de permissões de trabalho e a atratividade para contratações locais. Empresas que transferem funcionários para o Brasil não devem, portanto, presumir reciprocidade automática. Cidadãos dos EUA, Canadá e Austrália, por exemplo, precisarão novamente obter um e-Visa para entrar no Brasil a partir de 2025, apesar de brasileiros desfrutarem de estadias sem visto nesses países (ou eTAs simplificados, no caso do Canadá). Compreender essas assimetrias — e prever tempo extra para vistos de entrada — continuará sendo parte do trabalho da mobilidade global, mesmo com os brasileiros colhendo os benefícios de um passaporte mais forte para viagens ao exterior.
Fonte: Portal IN
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