
Organizações de caridade e escritórios de advocacia entraram com pedidos urgentes de revisão judicial contra o Ministério do Interior após o departamento ordenar o fechamento de 20 hotéis que abrigam requerentes de asilo no final de junho, iniciando a realocação dos residentes com apenas 24 horas de antecedência. Reportagem do Guardian em 14 de julho detalha casos de famílias com necessidades médicas graves sendo transferidas a centenas de quilômetros, às vezes chegando a acomodações sem acesso para cadeirantes ou sem refrigeração para medicamentos essenciais. O juiz adjunto do Tribunal Superior, John Halford, autorizou uma audiência completa para avaliar se o Secretário do Interior falhou em considerar vulnerabilidades individuais, classificando a alegação como “plausível em termos de adequação”. Advogados argumentam que a política viola a própria Avaliação de Impacto sobre Igualdade do governo e pode infringir o Artigo 3 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, caso resulte em tratamento desumano. Embora apresentada como uma questão de apoio a requerentes de asilo, a disputa tem claras implicações para a mobilidade. A promessa do governo de acabar com o uso de hotéis até dezembro de 2026 sustenta a meta de reduzir em £1 bilhão por ano os custos com apoio a asilo — economia que financia parcialmente a nova Autoridade de Recursos de Imigração. Se os tribunais exigirem avaliações mais personalizadas, os prazos para fechamento e as economias previstas podem ser comprometidos, impactando os orçamentos do Ministério do Interior e possivelmente atrasando investimentos na agilização do processamento de vistos prometida ao setor empresarial. Empregadores que acolhem refugiados por meio de patrocínio comunitário devem estar atentos, pois realocações repentinas podem prejudicar a escolaridade e o acesso à saúde, aumentando o suporte necessário por parte das empresas. Equipes de RH devem ficar atentas a funcionários que atuam como voluntários nessas comunidades, pois podem precisar de licenças flexíveis enquanto os processos legais avançam.
Fonte: The Guardian
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