
Novos dados do Departamento de Justiça, divulgados pelo veículo irlandês Extra.ie, revelam que 16.307 passageiros desembarcaram no Aeroporto de Dublin entre 2020 e o final de 2025 sem apresentar passaportes ou outros documentos de viagem válidos. Só em 2022 — o primeiro ano completo após o fim das restrições de viagem da pandemia — 4.968 pessoas chegaram sem documentação, o maior número anual já registrado.
Esse fenômeno geralmente envolve viajantes que embarcam com passaportes, mas os destroem durante o voo e, ao chegar, solicitam asilo. Fontes policiais informaram ao Extra.ie que esses passageiros sem documentos costumam fazer conexões em hubs europeus com bilhetes de ligação, dificultando a verificação da identidade pelas companhias aéreas.
Empresas como a Ryanair começaram a testar a digitalização de passaportes e captura de fotos antes do embarque, mas a participação ainda é voluntária e não é exigida pelo governo irlandês. Políticos da oposição aproveitaram os números para criticar as falhas no controle das fronteiras da Irlanda.
Peadar Tóibín, líder do partido Aontú, classificou o país como um “alvo fácil” na fiscalização da imigração e pediu a obrigatoriedade da checagem de documentos pelas companhias aéreas. Já o deputado independente Ken O’Flynn afirmou que a baixa taxa de cumprimento das ordens de deportação mina a confiança pública. Entre 2020 e 2025, ministros da Justiça assinaram 9.142 ordens de deportação, mas apenas 969 remoções foram efetivadas.
Em resposta, o Departamento de Justiça afirmou que fortalecer a Unidade de Gestão de Fronteiras (BMU) é uma “prioridade central” para o ministro Jim O’Callaghan. Segundo nota oficial, os agentes da BMU realizaram mais de 7.400 operações de “abordagem direta” em aeronaves que chegavam em 2025 e já fizeram 3.400 este ano. A BMU também oferece treinamento 24 horas por dia para os operadores terrestres das companhias aéreas e trabalha em conjunto com a An Garda Síochána em operações baseadas em inteligência para combater redes organizadas de crime migratório.
Para gestores de mobilidade global, essas revelações são um alerta de que o tradicional regime aberto da Área Comum de Viagem (CTA) da Irlanda está sob crescente escrutínio político. Empresas que transferem funcionários para o país devem esperar uma fiscalização mais rigorosa nos aeroportos de partida — especialmente para bilhetes só de ida — e mais questionamentos na fronteira irlandesa, onde os agentes vão verificar se os passageiros possuem permissões válidas de trabalho ou residência.
Os empregadores devem orientar seus colaboradores sobre a importância de proteger os passaportes durante toda a viagem e estar preparados para possíveis endurecimentos nas políticas, como a obrigatoriedade de pré-liberação pelas companhias aéreas ou penalidades mais severas para transportadoras que levem passageiros sem documentação.
Esse fenômeno geralmente envolve viajantes que embarcam com passaportes, mas os destroem durante o voo e, ao chegar, solicitam asilo. Fontes policiais informaram ao Extra.ie que esses passageiros sem documentos costumam fazer conexões em hubs europeus com bilhetes de ligação, dificultando a verificação da identidade pelas companhias aéreas.
Empresas como a Ryanair começaram a testar a digitalização de passaportes e captura de fotos antes do embarque, mas a participação ainda é voluntária e não é exigida pelo governo irlandês. Políticos da oposição aproveitaram os números para criticar as falhas no controle das fronteiras da Irlanda.
Peadar Tóibín, líder do partido Aontú, classificou o país como um “alvo fácil” na fiscalização da imigração e pediu a obrigatoriedade da checagem de documentos pelas companhias aéreas. Já o deputado independente Ken O’Flynn afirmou que a baixa taxa de cumprimento das ordens de deportação mina a confiança pública. Entre 2020 e 2025, ministros da Justiça assinaram 9.142 ordens de deportação, mas apenas 969 remoções foram efetivadas.
Em resposta, o Departamento de Justiça afirmou que fortalecer a Unidade de Gestão de Fronteiras (BMU) é uma “prioridade central” para o ministro Jim O’Callaghan. Segundo nota oficial, os agentes da BMU realizaram mais de 7.400 operações de “abordagem direta” em aeronaves que chegavam em 2025 e já fizeram 3.400 este ano. A BMU também oferece treinamento 24 horas por dia para os operadores terrestres das companhias aéreas e trabalha em conjunto com a An Garda Síochána em operações baseadas em inteligência para combater redes organizadas de crime migratório.
Para gestores de mobilidade global, essas revelações são um alerta de que o tradicional regime aberto da Área Comum de Viagem (CTA) da Irlanda está sob crescente escrutínio político. Empresas que transferem funcionários para o país devem esperar uma fiscalização mais rigorosa nos aeroportos de partida — especialmente para bilhetes só de ida — e mais questionamentos na fronteira irlandesa, onde os agentes vão verificar se os passageiros possuem permissões válidas de trabalho ou residência.
Os empregadores devem orientar seus colaboradores sobre a importância de proteger os passaportes durante toda a viagem e estar preparados para possíveis endurecimentos nas políticas, como a obrigatoriedade de pré-liberação pelas companhias aéreas ou penalidades mais severas para transportadoras que levem passageiros sem documentação.
Fonte: Extra.ie
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