
A Bélgica comprometeu-se a reduzir a burocracia em torno do seu “permissão única” — a autorização combinada de trabalho e residência exigida para a maioria dos trabalhadores não pertencentes à UE — impondo um prazo legal de 90 dias para o processamento a partir do início de 2027. A mudança decorre da revisão da Diretiva Europeia do Permissão Única, que a Bélgica deve transpor até maio de 2027. Atualmente, as três administrações regionais de emprego do país visam um prazo de 120 dias **após** declararem um processo admissível, mas na prática, candidatos e empregadores patrocinadores frequentemente esperam seis meses ou mais.
Com as novas regras, o prazo começará a contar assim que um dossiê *completo* for apresentado, obrigando Flandres, Valônia e Bruxelas a agilizar as verificações internas e a coordenar-se mais estreitamente com o Escritório Federal de Imigração. Para multinacionais, o prazo mais curto deve facilitar o planejamento de projetos e reduzir a necessidade de soluções temporárias caras, como transferências de trabalhadores ou autorizações para trabalhadores destacados.
A diretiva também permitirá que os titulares do permissão única mudem de empregador após seis meses e mantenham a estadia legal por até seis meses após a demissão, oferecendo à Bélgica um pool de talentos mais flexível em meio à contínua escassez de mão de obra — a taxa de vagas atingiu 4,1% em junho, a segunda maior da UE. Sindicatos e associações empresariais apoiam amplamente a reforma, mas alertam que o quadro de pessoal nas administrações regionais precisa ser ampliado para cumprir o novo prazo. O não cumprimento pode expor a Bélgica a processos por infração e multas diárias da Comissão Europeia — o país já foi multado em mais de 4 milhões de euros por atraso na transposição de diretivas migratórias anteriores.
Na prática, os empregadores devem revisar seus processos atuais e ajustar os cronogramas de realocação: os processos submetidos após a data de transposição deverão seguir o prazo de 90 dias, enquanto os pedidos antigos permanecerão sob o regime atual mais flexível. As equipes de RH são aconselhadas a antecipar a coleta de documentos, pois dossiês incompletos serão rejeitados e o prazo só começará a contar após a reapresentação. Espera-se que as autoridades regionais publiquem orientações detalhadas — incluindo se o limite de 90 dias abrangerá o tempo que as prefeituras levam para emitir os cartões de residência — ainda este ano.
Com as novas regras, o prazo começará a contar assim que um dossiê *completo* for apresentado, obrigando Flandres, Valônia e Bruxelas a agilizar as verificações internas e a coordenar-se mais estreitamente com o Escritório Federal de Imigração. Para multinacionais, o prazo mais curto deve facilitar o planejamento de projetos e reduzir a necessidade de soluções temporárias caras, como transferências de trabalhadores ou autorizações para trabalhadores destacados.
A diretiva também permitirá que os titulares do permissão única mudem de empregador após seis meses e mantenham a estadia legal por até seis meses após a demissão, oferecendo à Bélgica um pool de talentos mais flexível em meio à contínua escassez de mão de obra — a taxa de vagas atingiu 4,1% em junho, a segunda maior da UE. Sindicatos e associações empresariais apoiam amplamente a reforma, mas alertam que o quadro de pessoal nas administrações regionais precisa ser ampliado para cumprir o novo prazo. O não cumprimento pode expor a Bélgica a processos por infração e multas diárias da Comissão Europeia — o país já foi multado em mais de 4 milhões de euros por atraso na transposição de diretivas migratórias anteriores.
Na prática, os empregadores devem revisar seus processos atuais e ajustar os cronogramas de realocação: os processos submetidos após a data de transposição deverão seguir o prazo de 90 dias, enquanto os pedidos antigos permanecerão sob o regime atual mais flexível. As equipes de RH são aconselhadas a antecipar a coleta de documentos, pois dossiês incompletos serão rejeitados e o prazo só começará a contar após a reapresentação. Espera-se que as autoridades regionais publiquem orientações detalhadas — incluindo se o limite de 90 dias abrangerá o tempo que as prefeituras levam para emitir os cartões de residência — ainda este ano.
Fonte: The Brussels Times