
A Direção-Geral de Migração e Assuntos Internos da Comissão Europeia anunciou em 27 de julho que o novo Sistema de Entrada/Saída (EES) – em operação em todas as fronteiras externas do espaço Schengen desde 10 de abril de 2026 – já registrou mais de 145 milhões de passagens. A agência publicou um boletim para viajantes detalhando quem *não* é registrado no cadastro biométrico, informação importante para companhias aéreas e agentes de fronteira nos aeroportos e portos franceses. Entre as categorias isentas estão portadores de passaportes de Mônaco, San Marino, Andorra e Vaticano, além de familiares não pertencentes à UE de cidadãos europeus que possuem cartão de residência francês, e titulares de vistos de longa duração ou autorizações de residência emitidos pela França. Por exemplo, um cônjuge marroquino com cartão de residência francês poderá simplesmente apresentar esse documento e evitar os quiosques de impressão digital e reconhecimento facial. Os aeroportos Paris-Charles-de-Gaulle e Paris-Orly já processaram mais de 18 milhões de transações do EES; a Polícia de Fronteira informou ao Global Mobility News que as filas de isenção representam agora 7% das chegadas, acelerando o fluxo nos horários de pico pela manhã. No entanto, as companhias aéreas devem pré-validar a documentação: transportadoras que classificarem incorretamente passageiros isentos como registrados no EES podem ser multadas conforme as regras francesas de responsabilidade das transportadoras. As equipes de imigração corporativa devem atualizar imediatamente as políticas de viagem. Funcionários com permissões Talent-Passport ou vistos de transferência intraempresa emitidos pela França **não** receberão carimbos do EES; portanto, a ausência do cartão de residência pode levar à recusa de embarque por parte de funcionários das companhias aéreas que desconheçam essa particularidade. Gestores de mobilidade são aconselhados a distribuir cópias do informativo da Comissão e incentivar os colaboradores a manterem os cartões de residência físicos à mão, mesmo que também possuam o título de residência digital em aplicativos de smartphone. Olhando para o futuro, a França planeja integrar os dados do EES em sua plataforma de análise de risco de fronteira até dezembro, o que pode permitir pré-aprovação para programas de viajantes frequentes como o PARAFE. Empresas que transferem funcionários via CDG devem acompanhar esses pilotos que estão por vir.
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