
A Comissão Europeia, em 7 de novembro de 2025, revogou formalmente a possibilidade de cidadãos russos obterem vistos Schengen de múltiplas entradas. Segundo as novas diretrizes, cada requerente russo deverá apresentar um pedido novo para cada viagem, permitindo que os consulados realizem verificações de segurança mais rigorosas a cada vez. Bruxelas justificou a medida como uma resposta direta às contínuas ameaças de segurança ligadas à guerra da Rússia na Ucrânia, citando planos de sabotagem, campanhas de desinformação e a suposta “militarização” dos fluxos migratórios.
Embora a decisão seja válida para toda a UE, suas consequências práticas variam conforme o país membro. Chipre — ainda fora da área Schengen, mas alinhado à política de vistos Schengen — já havia registrado uma queda drástica na chegada de russos, de 780 mil em 2019 para cerca de 90 mil em 2024, após sanções e proibições de voos. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores cipriota disse ao Politis que os vistos nacionais “Categoria C” (válidos apenas para Chipre) continuarão a ser emitidos, mas os pedidos de vistos Schengen feitos em Moscou passarão a ser submetidos a uma “análise mais rigorosa”. Associações do setor, como a Associação de Hotéis de Chipre, receberam a medida com aprovação, destacando que o mercado já vinha se diversificando para Israel, Alemanha e Polônia nas últimas duas temporadas.
Para as empresas, o principal impacto operacional recai sobre executivos russos que antes dependiam de vistos Schengen de longa duração para participar de reuniões nas sedes regionais dos prósperos polos de transporte marítimo e fintech em Limassol. Consultores de imigração recomendam que as empresas considerem prazos maiores — de até 45 dias — para cada viagem individual e preparem planos de contingência para eventuais recusas de última hora. Navios de propriedade russa que atracam em portos cipriotas para troca de tripulação também podem enfrentar atrasos caso os marinheiros que embarcam precisem de novos vistos de entrada única.
No âmbito político, a medida reforça a disposição de Bruxelas em usar o controle de mobilidade como instrumento de pressão sobre Moscou, estabelecendo um precedente que pode ser aplicado a outros nacionais de países terceiros considerados de alto risco. A decisão pode ainda acelerar o antigo objetivo de Nicósia de ingressar na área Schengen: autoridades cipriotas argumentam que a adesão plena lhes garantiria voz nas decisões desse tipo, em vez de terem que implementá-las posteriormente.
Dicas práticas para gestores de mobilidade: (1) prever prazos maiores para o processamento de vistos de viajantes russos; (2) utilizar vistos nacionais válidos apenas para Chipre quando a viagem for restrita à ilha; (3) acompanhar mudanças em seguros e itinerários dos clientes, já que cada novo visto exige documentação atualizada; (4) preparar os colaboradores russos para possíveis questionamentos nas fronteiras externas do espaço Schengen, especialmente em conexões por Atenas ou Viena.
Embora a decisão seja válida para toda a UE, suas consequências práticas variam conforme o país membro. Chipre — ainda fora da área Schengen, mas alinhado à política de vistos Schengen — já havia registrado uma queda drástica na chegada de russos, de 780 mil em 2019 para cerca de 90 mil em 2024, após sanções e proibições de voos. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores cipriota disse ao Politis que os vistos nacionais “Categoria C” (válidos apenas para Chipre) continuarão a ser emitidos, mas os pedidos de vistos Schengen feitos em Moscou passarão a ser submetidos a uma “análise mais rigorosa”. Associações do setor, como a Associação de Hotéis de Chipre, receberam a medida com aprovação, destacando que o mercado já vinha se diversificando para Israel, Alemanha e Polônia nas últimas duas temporadas.
Para as empresas, o principal impacto operacional recai sobre executivos russos que antes dependiam de vistos Schengen de longa duração para participar de reuniões nas sedes regionais dos prósperos polos de transporte marítimo e fintech em Limassol. Consultores de imigração recomendam que as empresas considerem prazos maiores — de até 45 dias — para cada viagem individual e preparem planos de contingência para eventuais recusas de última hora. Navios de propriedade russa que atracam em portos cipriotas para troca de tripulação também podem enfrentar atrasos caso os marinheiros que embarcam precisem de novos vistos de entrada única.
No âmbito político, a medida reforça a disposição de Bruxelas em usar o controle de mobilidade como instrumento de pressão sobre Moscou, estabelecendo um precedente que pode ser aplicado a outros nacionais de países terceiros considerados de alto risco. A decisão pode ainda acelerar o antigo objetivo de Nicósia de ingressar na área Schengen: autoridades cipriotas argumentam que a adesão plena lhes garantiria voz nas decisões desse tipo, em vez de terem que implementá-las posteriormente.
Dicas práticas para gestores de mobilidade: (1) prever prazos maiores para o processamento de vistos de viajantes russos; (2) utilizar vistos nacionais válidos apenas para Chipre quando a viagem for restrita à ilha; (3) acompanhar mudanças em seguros e itinerários dos clientes, já que cada novo visto exige documentação atualizada; (4) preparar os colaboradores russos para possíveis questionamentos nas fronteiras externas do espaço Schengen, especialmente em conexões por Atenas ou Viena.
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