
A turbulência diplomática chegou aos céus em 25 de novembro, quando a autoridade de aviação civil da Venezuela (INAC) deu às companhias aéreas espanholas Iberia, Air Europa e Plus Ultra um prazo de 48 horas para retomar os voos para Caracas, sob risco de terem seus direitos de tráfego suspensos. O alerta segue a decisão das companhias — seguida por várias outras da América Latina e Europa — de suspender os serviços após um aviso de segurança da Administração Federal de Aviação dos EUA, relacionado ao aumento da presença militar americana no Caribe.
As companhias espanholas operam conjuntamente mais de uma dúzia de voos semanais entre Madri e Caracas, atendendo clientes corporativos do setor energético, empreiteiras e o grande fluxo da diáspora venezuelano-espanhola. A perda repentina dos direitos de tráfego não só deixaria passageiros retidos, como também prejudicaria corredores bilaterais lucrativos de carga, especialmente para suprimentos automotivos e farmacêuticos.
A IATA interveio, pedindo um “diálogo coordenado” e lembrando ambos os governos que a revogação unilateral das autorizações de rota pode agravar ainda mais a já frágil conectividade da Venezuela. O provedor espanhol de navegação aérea, Enaire, reforçou o alerta da FAA, publicando um Aviso aos Aeronavegantes recomendando que as companhias evitem o espaço aéreo venezuelano até uma nova avaliação de risco.
Para as equipes globais de mobilidade, o impasse adiciona mais uma camada de incerteza às operações na Venezuela. As empresas devem revisar os seguros de risco em viagens, identificar rotas alternativas via Bogotá ou Cidade do Panamá e alertar os colaboradores destacados de que os voos de repatriação podem ser limitados caso o ultimato se concretize.
Embora o prazo da INAC expire ainda esta semana, especialistas do setor duvidam que os voos sejam retomados antes que as companhias recebam garantias de segurança — cenário que pode levar à suspensão dos direitos de tráfego e elevar as negociações ao nível do tratado bilateral de serviços aéreos entre Espanha e Venezuela.
As companhias espanholas operam conjuntamente mais de uma dúzia de voos semanais entre Madri e Caracas, atendendo clientes corporativos do setor energético, empreiteiras e o grande fluxo da diáspora venezuelano-espanhola. A perda repentina dos direitos de tráfego não só deixaria passageiros retidos, como também prejudicaria corredores bilaterais lucrativos de carga, especialmente para suprimentos automotivos e farmacêuticos.
A IATA interveio, pedindo um “diálogo coordenado” e lembrando ambos os governos que a revogação unilateral das autorizações de rota pode agravar ainda mais a já frágil conectividade da Venezuela. O provedor espanhol de navegação aérea, Enaire, reforçou o alerta da FAA, publicando um Aviso aos Aeronavegantes recomendando que as companhias evitem o espaço aéreo venezuelano até uma nova avaliação de risco.
Para as equipes globais de mobilidade, o impasse adiciona mais uma camada de incerteza às operações na Venezuela. As empresas devem revisar os seguros de risco em viagens, identificar rotas alternativas via Bogotá ou Cidade do Panamá e alertar os colaboradores destacados de que os voos de repatriação podem ser limitados caso o ultimato se concretize.
Embora o prazo da INAC expire ainda esta semana, especialistas do setor duvidam que os voos sejam retomados antes que as companhias recebam garantias de segurança — cenário que pode levar à suspensão dos direitos de tráfego e elevar as negociações ao nível do tratado bilateral de serviços aéreos entre Espanha e Venezuela.
Fonte: El País
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