
Pela primeira vez desde 2017, um primeiro-ministro canadense está em uma viagem oficial à China. Mark Carney chegou a Pequim em 14 de janeiro de 2026 com a missão de “reiniciar” uma relação bilateral tensa, que afetou desde exportações agroalimentares até vistos de estudante. A ministra das Relações Exteriores, Anita Anand, afirmou que as primeiras conversas sobre a suspensão das restrições chinesas à exportação de canola canadense foram “produtivas”, mas confirmou que questões de direitos humanos e outros entraves comerciais continuam na pauta. (reuters.com)
Além das manchetes, gestores de mobilidade corporativa acompanham a visita de perto. Antes da crise diplomática iniciada com a prisão da executiva da Huawei, Meng Wanzhou, em 2018, empresas canadenses transferiam milhares de executivos e técnicos entre os dois países anualmente. Desde então, a capacidade aérea direta caiu mais de 60%, e os prazos para obtenção de permissões de trabalho chinesas e vistos de estudo canadenses aumentaram significativamente. Um alto funcionário que acompanha a delegação disse à imprensa que Ottawa espera retomar as negociações sobre serviços aéreos e criar uma via “fast-track” para vistos de negócios, caso as relações se estabilizem. (reuters.com)
Qualquer avanço será bem-vindo por empresas canadenses dos setores agroalimentar, de tecnologia limpa e serviços financeiros, que ainda veem a China como um mercado em crescimento, mas enfrentam dificuldades para rotacionar equipes devido à limitação de voos e regras de quarentena pouco claras. Analistas destacam que até mesmo uma retomada modesta dos voos regulares poderia reduzir em milhares de dólares os custos típicos de realocação e permitir que as empresas retomem trabalhos de curto prazo em projetos, em vez de compromissos longos e caros.
Na prática, os empregadores devem se preparar para mudanças graduais — não imediatas. Mesmo que Pequim concorde em restabelecer voos adicionais ou emitir mais vistos de negócios com múltiplas entradas, as aprovações ainda dependerão dos protocolos provinciais de prevenção à pandemia, que variam em toda a China. Recomenda-se que as empresas acompanhem os avisos da Transport Canada e verifiquem se as apólices de seguro saúde cobrem custos de quarentena ou isolamento para funcionários e seus dependentes.
Ainda assim, a viagem de alto perfil de Carney quebrou o gelo diplomático. Para as equipes de mobilidade global, isso já é motivo para um otimismo cauteloso após quase oito anos de restrições crescentes e riscos geopolíticos.
Além das manchetes, gestores de mobilidade corporativa acompanham a visita de perto. Antes da crise diplomática iniciada com a prisão da executiva da Huawei, Meng Wanzhou, em 2018, empresas canadenses transferiam milhares de executivos e técnicos entre os dois países anualmente. Desde então, a capacidade aérea direta caiu mais de 60%, e os prazos para obtenção de permissões de trabalho chinesas e vistos de estudo canadenses aumentaram significativamente. Um alto funcionário que acompanha a delegação disse à imprensa que Ottawa espera retomar as negociações sobre serviços aéreos e criar uma via “fast-track” para vistos de negócios, caso as relações se estabilizem. (reuters.com)
Qualquer avanço será bem-vindo por empresas canadenses dos setores agroalimentar, de tecnologia limpa e serviços financeiros, que ainda veem a China como um mercado em crescimento, mas enfrentam dificuldades para rotacionar equipes devido à limitação de voos e regras de quarentena pouco claras. Analistas destacam que até mesmo uma retomada modesta dos voos regulares poderia reduzir em milhares de dólares os custos típicos de realocação e permitir que as empresas retomem trabalhos de curto prazo em projetos, em vez de compromissos longos e caros.
Na prática, os empregadores devem se preparar para mudanças graduais — não imediatas. Mesmo que Pequim concorde em restabelecer voos adicionais ou emitir mais vistos de negócios com múltiplas entradas, as aprovações ainda dependerão dos protocolos provinciais de prevenção à pandemia, que variam em toda a China. Recomenda-se que as empresas acompanhem os avisos da Transport Canada e verifiquem se as apólices de seguro saúde cobrem custos de quarentena ou isolamento para funcionários e seus dependentes.
Ainda assim, a viagem de alto perfil de Carney quebrou o gelo diplomático. Para as equipes de mobilidade global, isso já é motivo para um otimismo cauteloso após quase oito anos de restrições crescentes e riscos geopolíticos.
Fonte: Reuters
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