
O Ministro do Interior da Áustria, Gerhard Karner, utilizou uma coletiva de imprensa em Viena no dia 23 de janeiro de 2026 para apresentar o balanço anual do governo sobre migração — e os números são impressionantes. Segundo o Escritório Federal de Imigração e Asilo (BFA), 14.156 pessoas foram removidas do território austríaco em 2025, o maior número desde o início dos registros. Em média, 40 indivíduos por dia deixaram o país voluntariamente por meio de programas estatais de retorno ou foram deportados à força. Quase metade dessas remoções — cerca de 6.800 pessoas — eram criminosos condenados, reforçando a política do governo de priorizar a expulsão de infratores.
Por trás desse número expressivo, há uma mudança mais ampla no cenário migratório da Áustria. Os pedidos de asilo pela primeira vez caíram para 6.849 no ano passado, e o total de solicitações — incluindo nascimentos e pedidos subsequentes — diminuiu 36%, chegando a 16.284. As autoridades atribuem essa queda a uma postura mais rígida nas fronteiras externas, ao combate contra pedidos “abusivamente repetidos” e à decisão de suspender a maioria dos vistos de reunificação familiar enquanto reformas em nível europeu não forem implementadas. Só a pausa na reunificação familiar reduziu a entrada de mais de 3.400 pessoas no quarto trimestre de 2023 para apenas 25 no mesmo período de 2025.
Do ponto de vista da mobilidade corporativa, esses números são relevantes por três motivos. Primeiro, empresas que empregam talentos de fora da UE pelo sistema do Cartão Vermelho-Branco-Vermelho da Áustria devem esperar verificações de antecedentes mais rigorosas e processos de segurança mais longos, já que o Ministério do Interior prometeu realocar mais agentes das remoções de campo para a verificação documental. Segundo, as autoridades trabalhistas regionais foram instruídas a revisar se permissões de estadia humanitária podem ser convertidas em ordens de retorno — o que pode reduzir a oferta local de mão de obra em setores como logística, construção e turismo sazonal. Terceiro, consultores alertam que famílias com permissões de residência para dependentes devem manter os passaportes válidos durante todo o período do visto e portar comprovantes de matrícula escolar ao viajar, pois as fiscalizações no Aeroporto de Viena foram intensificadas.
Politicamente, o recorde de deportações permite à coalizão governista afirmar que a Áustria é agora o décimo segundo país da UE menos sobrecarregado em números de asilo ajustados pela população. No entanto, ONGs argumentam que esses dados refletem um sistema cada vez mais inacessível para refugiados genuínos. Com eleições gerais previstas para o outono de 2026 e o partido de extrema-direita FPÖ liderando várias pesquisas, poucos analistas esperam que Viena flexibilize sua postura. Equipes de RH multinacionais devem, portanto, monitorar os prazos de processamento de vistos e preparar planos de contingência — especialmente para transferidos intracompany cujos dependentes possam precisar de vistos de reunificação familiar ainda este ano.
Por trás desse número expressivo, há uma mudança mais ampla no cenário migratório da Áustria. Os pedidos de asilo pela primeira vez caíram para 6.849 no ano passado, e o total de solicitações — incluindo nascimentos e pedidos subsequentes — diminuiu 36%, chegando a 16.284. As autoridades atribuem essa queda a uma postura mais rígida nas fronteiras externas, ao combate contra pedidos “abusivamente repetidos” e à decisão de suspender a maioria dos vistos de reunificação familiar enquanto reformas em nível europeu não forem implementadas. Só a pausa na reunificação familiar reduziu a entrada de mais de 3.400 pessoas no quarto trimestre de 2023 para apenas 25 no mesmo período de 2025.
Do ponto de vista da mobilidade corporativa, esses números são relevantes por três motivos. Primeiro, empresas que empregam talentos de fora da UE pelo sistema do Cartão Vermelho-Branco-Vermelho da Áustria devem esperar verificações de antecedentes mais rigorosas e processos de segurança mais longos, já que o Ministério do Interior prometeu realocar mais agentes das remoções de campo para a verificação documental. Segundo, as autoridades trabalhistas regionais foram instruídas a revisar se permissões de estadia humanitária podem ser convertidas em ordens de retorno — o que pode reduzir a oferta local de mão de obra em setores como logística, construção e turismo sazonal. Terceiro, consultores alertam que famílias com permissões de residência para dependentes devem manter os passaportes válidos durante todo o período do visto e portar comprovantes de matrícula escolar ao viajar, pois as fiscalizações no Aeroporto de Viena foram intensificadas.
Politicamente, o recorde de deportações permite à coalizão governista afirmar que a Áustria é agora o décimo segundo país da UE menos sobrecarregado em números de asilo ajustados pela população. No entanto, ONGs argumentam que esses dados refletem um sistema cada vez mais inacessível para refugiados genuínos. Com eleições gerais previstas para o outono de 2026 e o partido de extrema-direita FPÖ liderando várias pesquisas, poucos analistas esperam que Viena flexibilize sua postura. Equipes de RH multinacionais devem, portanto, monitorar os prazos de processamento de vistos e preparar planos de contingência — especialmente para transferidos intracompany cujos dependentes possam precisar de vistos de reunificação familiar ainda este ano.
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