
Embora publicada no boletim regional (BOJA) em 6 de março, a resolução que estabelece medidas de contingência entrou em vigor no dia 8 de março de 2026, quando centenas de milhares de trabalhadores em toda a Andaluzia aderiram à greve do Dia Internacional da Mulher. A Dirección General de Trabajo definiu níveis mínimos de serviço para ônibus interurbanos, metrô urbano e logística crítica, garantindo mobilidade básica e segurança durante a paralisação de 24 horas convocada pelo sindicato CGT. Entre as principais medidas estão a exigência de 80% de pessoal nos centros de atendimento de emergência 112-Andalucía, 50% da equipe para operadores provinciais de transporte público e turnos mínimos “indispensáveis” para serviços de água, gestão de resíduos e TI que suportam os sistemas de controle de fronteiras no porto de Algeciras e no Aeroporto de Málaga. Empresas de transporte que não cumprirem podem ser multadas em até €60.000. Para viajantes a negócios e operadores de carga, a greve resultou em serviços reduzidos, porém previsíveis: os ônibus de longa distância da ALSA passaram a operar a cada hora, em vez de a cada 30 minutos; o metrô de Sevilha funcionou com intervalos de 15 minutos; e o porto de Algeciras manteve uma pista aduaneira por terminal para garantir o tráfego ro-ro entre UE, Reino Unido e Marrocos. Gestores de mobilidade com equipes na região relataram pequenos atrasos, mas nenhuma suspensão. O aviso prévio permitiu que as companhias aéreas de Málaga e Sevilha reprogramassem os turnos de atendimento em solo, evitando impactos em voos internacionais. Os empregadores são lembrados de que as regras de direito à greve na Espanha variam conforme a região e que paralisações semelhantes no dia 8 de março têm sido convocadas anualmente desde 2018 — o planejamento antecipado continua sendo fundamental.