
Redes hospitalares indianas estão correndo para compensar a queda repentina de pacientes de alto valor vindos do Oriente Médio após a guerra no Irã paralisar a aviação regional. Em entrevistas publicadas pelo ET BrandEquity em 9 de março, executivos da Apollo, Fortis, Manipal e HCG afirmaram que as chegadas de pacientes de Omã, Arábia Saudita, Irã, Iraque e Iêmen “quase pararam”, ameaçando uma fonte de receita que representa até um quarto dos negócios internacionais dessas redes. Karthik Rajagopal, COO do Manipal Hospitals, revelou que pacientes do Oriente Médio geralmente ocupam quartos premium e optam por procedimentos complexos, com preços em moeda estrangeira, tornando-os especialmente lucrativos. A Fortis Healthcare informou que recebia de cinco a seis novos pacientes do Golfo diariamente antes do conflito. A KIMSHEALTH Al-Shifa, de Kerala, alertou que uma interrupção prolongada pode reduzir em 10 a 15% a receita internacional trimestral de algumas unidades. Por isso, os hospitais estão redirecionando seus orçamentos de marketing para África, Ásia Central e Sudeste Asiático, além de ampliar os serviços de teleconsulta para manter o fluxo de pacientes até que os voos se normalizem. A consultoria Praxis Global Alliance estima o mercado indiano de turismo médico em 7 a 8 bilhões de dólares; mesmo choques de curto prazo podem impactar fortemente o resultado financeiro, já que pacientes estrangeiros pagam em moeda forte e aumentam gastos auxiliares com hotéis e transporte. Especialistas em políticas públicas defendem que o episódio evidencia a necessidade de a Índia diversificar os corredores aéreos para visitantes em tratamentos eletivos — voos diretos de Nairóbi, Adis Abeba ou Bangkok reduziriam a dependência das conexões no Golfo. Alguns hospitais estão pressionando o Ministério da Aviação Civil para acelerar acordos bilaterais que ampliem a oferta de voos diretos a capitais africanas emergentes. Para empresas que custeiam a saúde dos funcionários, o surgimento de rotas alternativas pode ampliar opções e melhorar preços — mas os diretores financeiros devem acompanhar as oscilações cambiais e possíveis aumentos nas tarifas para pacientes internacionais, à medida que os hospitais buscam proteger suas margens.
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