
A tão aguardada regularização extraordinária da Espanha foi oficialmente aberta à meia-noite do dia 16 de abril de 2026, após a publicação do Real Decreto no Boletim Oficial do Estado (BOE) na noite anterior. A partir de hoje, estrangeiros que comprovem residência na Espanha antes de 1º de janeiro de 2026 — e que tenham permanecido no país de forma contínua por pelo menos cinco meses — poderão apresentar suas solicitações online, por meio da nova plataforma digital de imigração, ou presencialmente em 371 agências dos Correios, 60 escritórios da Segurança Social e cinco centros especializados em extranjería.
O governo estima que entre 400 mil e 500 mil pessoas, muitas atuando informalmente nos setores de agricultura, construção, cuidados domésticos e hotelaria, sejam elegíveis. A administração Sánchez defende que a regularização desses residentes de longa data, atualmente na economia informal, ajudará a suprir lacunas de habilidades, ampliar a base da seguridade social e reduzir a exploração.
Os aprovados receberão uma autorização de residência e trabalho válida por um ano, que poderá ser convertida no cartão de residência padrão de dois anos, conforme as normas gerais de imigração da Espanha. O decreto também agiliza os pedidos de reagrupamento familiar feitos nos próximos 12 meses e isenta certos testes do mercado de trabalho para setores com carência aguda, como cuidados a idosos e logística.
Para se qualificar, os candidatos devem apresentar comprovantes de residência (registro no padrón, registros médicos ou escolares, contas de serviços), certidão de antecedentes criminais limpa tanto da Espanha quanto do país de origem, além de evidências de integração — geralmente a conclusão de um curso breve de orientação cívica oferecido pelos governos regionais. As taxas foram limitadas a €50, e o Ministério da Inclusão comprometeu-se a analisar os processos “simples” em até 45 dias.
No entanto, sindicatos que representam os funcionários dos escritórios de imigração alertam que a demanda pode triplicar da noite para o dia e já solicitaram contratações emergenciais. O teste piloto da plataforma online na Andaluzia, na semana passada, revelou instabilidades quando mais de 40 mil usuários tentaram acessar simultaneamente.
As implicações práticas para empregadores são imediatas. Empresas que desejam contratar trabalhadores recém-regularizados poderão consultar uma lista prioritária que o Serviço Público de Emprego publicará semanalmente, facilitando o registro dos contratos. Estrangeiros já na Espanha — como dependentes de transferidos intraempresariais com vistos expirados — poderão usar o decreto para regularizar sua situação sem sair do país, evitando atrasos consulares.
Gestores de mobilidade, porém, são aconselhados a planejar prazos mais longos: após o vencimento da autorização de um ano, os titulares devem migrar para o cartão de residência padrão, processo que atualmente pode levar até três meses em Madrid e Barcelona.
Com as inscrições abertas até 30 de junho de 2026, as próximas 11 semanas serão decisivas para testar a nova infraestrutura digital de imigração da Espanha. Se bem-sucedido, especialistas afirmam que o modelo poderá influenciar debates mais amplos na União Europeia sobre regularizações baseadas nas necessidades do mercado de trabalho — um contraste marcante com a postura restritiva adotada em outras partes do continente.
O governo estima que entre 400 mil e 500 mil pessoas, muitas atuando informalmente nos setores de agricultura, construção, cuidados domésticos e hotelaria, sejam elegíveis. A administração Sánchez defende que a regularização desses residentes de longa data, atualmente na economia informal, ajudará a suprir lacunas de habilidades, ampliar a base da seguridade social e reduzir a exploração.
Os aprovados receberão uma autorização de residência e trabalho válida por um ano, que poderá ser convertida no cartão de residência padrão de dois anos, conforme as normas gerais de imigração da Espanha. O decreto também agiliza os pedidos de reagrupamento familiar feitos nos próximos 12 meses e isenta certos testes do mercado de trabalho para setores com carência aguda, como cuidados a idosos e logística.
Para se qualificar, os candidatos devem apresentar comprovantes de residência (registro no padrón, registros médicos ou escolares, contas de serviços), certidão de antecedentes criminais limpa tanto da Espanha quanto do país de origem, além de evidências de integração — geralmente a conclusão de um curso breve de orientação cívica oferecido pelos governos regionais. As taxas foram limitadas a €50, e o Ministério da Inclusão comprometeu-se a analisar os processos “simples” em até 45 dias.
No entanto, sindicatos que representam os funcionários dos escritórios de imigração alertam que a demanda pode triplicar da noite para o dia e já solicitaram contratações emergenciais. O teste piloto da plataforma online na Andaluzia, na semana passada, revelou instabilidades quando mais de 40 mil usuários tentaram acessar simultaneamente.
As implicações práticas para empregadores são imediatas. Empresas que desejam contratar trabalhadores recém-regularizados poderão consultar uma lista prioritária que o Serviço Público de Emprego publicará semanalmente, facilitando o registro dos contratos. Estrangeiros já na Espanha — como dependentes de transferidos intraempresariais com vistos expirados — poderão usar o decreto para regularizar sua situação sem sair do país, evitando atrasos consulares.
Gestores de mobilidade, porém, são aconselhados a planejar prazos mais longos: após o vencimento da autorização de um ano, os titulares devem migrar para o cartão de residência padrão, processo que atualmente pode levar até três meses em Madrid e Barcelona.
Com as inscrições abertas até 30 de junho de 2026, as próximas 11 semanas serão decisivas para testar a nova infraestrutura digital de imigração da Espanha. Se bem-sucedido, especialistas afirmam que o modelo poderá influenciar debates mais amplos na União Europeia sobre regularizações baseadas nas necessidades do mercado de trabalho — um contraste marcante com a postura restritiva adotada em outras partes do continente.
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