
Uma reforma que entrou em vigor em 15 de dezembro de 2025 está causando impacto ao sul da fronteira: o Canadá não limita mais a cidadania por descendência a uma única geração. Reportado pelo International Business Times em 26 de abril, advogados de imigração dos dois lados do paralelo 49 afirmam que as consultas dispararam à medida que residentes dos EUA descobrem que um avô ou bisavô canadense pode garantir a cidadania automaticamente.
De acordo com a nova Lei da Cidadania, qualquer pessoa nascida antes de 15 de dezembro de 2025 que consiga comprovar uma linha ancestral direta com um canadense não “solicita” a cidadania, mas sim pede a prova de um status que já possui. A taxa governamental é de apenas C$75, porém a demanda está causando atrasos no processamento, com o IRCC (Immigration, Refugees and Citizenship Canada) informando esperas de até 10 meses e 56 mil casos pendentes — um aumento de 65% desde janeiro.
Para o Canadá, esse aumento levanta questões operacionais: os certificados de prova de cidadania devem ser emitidos antes da entrega do passaporte, e os escritórios de passaportes já enfrentam atrasos acumulados desde a pandemia. As autoridades também se preocupam com “cidadãos de conveniência” que podem nunca residir ou pagar impostos no Canadá, mas terão direito à proteção consular e viagem sem visto para 185 destinos.
Por outro lado, empresas transfronteiriças enxergam uma oportunidade. “Cidadãos com dupla nacionalidade podem trabalhar no Canadá sem visto de trabalho e se deslocar livremente sob as regras do USMCA”, destaca o advogado de comércio de Seattle, Nicholas Berning. Empresas de tecnologia em Vancouver e Toronto estão preparando campanhas de recrutamento direcionadas a americanos com dupla qualificação em áreas de alta demanda, como cibersegurança e biotecnologia.
O IRCC ainda não divulgou projeções oficiais, mas acadêmicos estimam que até cinco milhões de residentes dos EUA podem se qualificar. Ottawa está considerando medidas para triagem de pedidos e aumento de taxas para controlar a demanda, mantendo o nível de serviço para processos convencionais de naturalização e refugiados.
De acordo com a nova Lei da Cidadania, qualquer pessoa nascida antes de 15 de dezembro de 2025 que consiga comprovar uma linha ancestral direta com um canadense não “solicita” a cidadania, mas sim pede a prova de um status que já possui. A taxa governamental é de apenas C$75, porém a demanda está causando atrasos no processamento, com o IRCC (Immigration, Refugees and Citizenship Canada) informando esperas de até 10 meses e 56 mil casos pendentes — um aumento de 65% desde janeiro.
Para o Canadá, esse aumento levanta questões operacionais: os certificados de prova de cidadania devem ser emitidos antes da entrega do passaporte, e os escritórios de passaportes já enfrentam atrasos acumulados desde a pandemia. As autoridades também se preocupam com “cidadãos de conveniência” que podem nunca residir ou pagar impostos no Canadá, mas terão direito à proteção consular e viagem sem visto para 185 destinos.
Por outro lado, empresas transfronteiriças enxergam uma oportunidade. “Cidadãos com dupla nacionalidade podem trabalhar no Canadá sem visto de trabalho e se deslocar livremente sob as regras do USMCA”, destaca o advogado de comércio de Seattle, Nicholas Berning. Empresas de tecnologia em Vancouver e Toronto estão preparando campanhas de recrutamento direcionadas a americanos com dupla qualificação em áreas de alta demanda, como cibersegurança e biotecnologia.
O IRCC ainda não divulgou projeções oficiais, mas acadêmicos estimam que até cinco milhões de residentes dos EUA podem se qualificar. Ottawa está considerando medidas para triagem de pedidos e aumento de taxas para controlar a demanda, mantendo o nível de serviço para processos convencionais de naturalização e refugiados.
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