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Justiça Federal determina que Brasil regularize pistas de pouso na Amazônia que atendem comunidades indígenas

mai. 30, 2026
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Justiça Federal determina que Brasil regularize pistas de pouso na Amazônia que atendem comunidades indígenas
Em uma decisão unânime proferida em 29 de maio, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) manteve a sentença de primeira instância que obriga o governo federal e a FUNAI a homologarem mais de uma dezena de pistas improvisadas dentro dos territórios Yanomami e de outras comunidades indígenas em Roraima. O Ministério Público Federal (MPF) iniciou o processo em 2016, após voos de evacuação médica deixarem de pousar por medo de sanções da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC); empresas de táxi aéreo afirmaram que não podiam mais arriscar usar pistas sem certificações básicas de segurança.

O que se seguiu foram várias emergências de saúde pública, em que pacientes com malária, pneumonia e picadas de cobra foram transportados por horas em canoas ou carregados em redes, em vez de serem evacuados por voo em 40 minutos. Com a decisão, a União e a FUNAI têm 60 dias para apresentar um plano de trabalho concreto e 12 meses para obter a aprovação da ANAC e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) para cada pista. O descumprimento acarretará multa diária de R$ 5.000.

Importante destacar que o tribunal também suspendeu o fechamento automático das pistas pela ANAC, permitindo que as operações de evacuação médica continuem provisoriamente enquanto a documentação é regularizada. Os juízes rejeitaram a alegação do governo de restrições orçamentárias, citando o direito constitucional à saúde e o fato de que auditorias estaduais de 2019 já haviam identificado o problema, mas nenhuma ação foi tomada.

Justiça Federal determina que Brasil regularize pistas de pouso na Amazônia que atendem comunidades indígenas


Para multinacionais que operam projetos extrativos ou humanitários no extremo norte, a decisão é significativa. Empresas de táxi aéreo esperam aumento na demanda por serviços com aeronaves Twin Otter e Caravan, e seguradoras indicam que podem reativar coberturas de evacuação médica suspensas no ano passado. Equipes de RH responsáveis por expatriados na região amazônica devem revisar seus planos de resposta a emergências: com a regularização, as evacuações serão mais rápidas e os prêmios de seguro podem cair até 15%, segundo corretores em Manaus.

O veredito também demonstra a disposição do Judiciário em fiscalizar a inércia federal em infraestrutura crítica de mobilidade. Advogados apontam que ações semelhantes tramitam sobre portos fluviais no Acre e helipontos no Pará; a decisão de ontem pode servir de modelo.

No curto prazo, autoridades de saúde correm para posicionar combustível e suprimentos médicos, antecipando um aumento nas evacuações durante a estação seca, que historicamente começa em junho. Empresas que dependem desses corredores aéreos devem coordenar com hospitais indígenas regionais e confirmar que suas listas de voo estejam registradas na nova força-tarefa que o tribunal determinou à FUNAI criar.
Fonte: Ministério Público Federal

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