
O turismo receptivo está voltando com força para a China, mas o setor pode não estar preparado, segundo uma análise aprofundada da Caixin Global publicada no final de 3 de julho. O relatório cita dados oficiais que mostram 35,2 milhões de entradas de estrangeiros em 2025 (+30,5% em relação ao ano anterior e 10% acima de 2019), com mais de 70% dos viajantes chegando sem visto, após Pequim estender a isenção de 30 dias para 50 países e flexibilizar as regras de trânsito. Grande parte da recuperação é impulsionada por políticas e tecnologia. A aceitação de cartões estrangeiros no Alipay cresceu 142% no ano passado, enquanto a Trip.com registrou 20 milhões de reservas de entrada. O Aeroporto Internacional de Shanghai Pudong bateu recorde de 27 mil chegadas estrangeiras em um único dia, 13 de março de 2026, evidenciando a demanda reprimida assim que as barreiras procedimentais caem.
No entanto, a Caixin alerta para gargalos: cidades menores carecem de guias turísticos multilíngues, a qualidade do serviço é desigual e muitos potenciais visitantes ainda desconhecem os novos benefícios de visto. Universidades estão reduzindo programas de turismo em línguas estrangeiras, gerando preocupação sobre uma possível escassez de talentos no futuro, justamente quando a Trip.com anuncia investimento de 1 bilhão de RMB em infraestrutura receptiva com inteligência artificial.
Para as empresas, a retomada traz oportunidades e desafios. Mais voos diretos e regras de entrada mais flexíveis facilitam reuniões regionais na China, mas a falta de guias e intérpretes qualificados fora de Pequim e Xangai pode dificultar visitas a fábricas ou eventos MICE em centros secundários. Gestores de viagens podem precisar reservar orçamento para guias privados ou interpretação remota até que o quadro de talentos se recupere.
A conclusão: o impulso das políticas é real, a demanda voltou, mas a capacidade de atendimento precisa avançar se a China quiser transformar a curiosidade em ganhos econômicos duradouros.
No entanto, a Caixin alerta para gargalos: cidades menores carecem de guias turísticos multilíngues, a qualidade do serviço é desigual e muitos potenciais visitantes ainda desconhecem os novos benefícios de visto. Universidades estão reduzindo programas de turismo em línguas estrangeiras, gerando preocupação sobre uma possível escassez de talentos no futuro, justamente quando a Trip.com anuncia investimento de 1 bilhão de RMB em infraestrutura receptiva com inteligência artificial.
Para as empresas, a retomada traz oportunidades e desafios. Mais voos diretos e regras de entrada mais flexíveis facilitam reuniões regionais na China, mas a falta de guias e intérpretes qualificados fora de Pequim e Xangai pode dificultar visitas a fábricas ou eventos MICE em centros secundários. Gestores de viagens podem precisar reservar orçamento para guias privados ou interpretação remota até que o quadro de talentos se recupere.
A conclusão: o impulso das políticas é real, a demanda voltou, mas a capacidade de atendimento precisa avançar se a China quiser transformar a curiosidade em ganhos econômicos duradouros.
Fonte: Caixin Global
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