
Nas primeiras horas de 10 de julho de 2026, o Bundestag alemão aprovou definitivamente a tão debatida “Lei de Desenvolvimento da Digitalização da Administração Migratória” (MDWG). A lei determina uma reformulação digital abrangente em todos os principais pontos de contato do sistema de imigração alemão — desde o primeiro registro de asilo até a renovação de residências de longo prazo. Um elemento central é a criação de um hub de dados seguro e em tempo real que conectará o Escritório Federal para Migração e Refugiados (BAMF), 576 autoridades locais de estrangeiros, unidades da polícia de fronteira e agências de benefícios sociais. Os tradicionais adesivos de residência em papel (cartões eAT) serão gradualmente substituídos por um código QR seguro, que poderá ser atualizado online pelo titular, enquanto decisões e agendamentos passarão a ser feitos por um portal único acessado com o eID alemão.
Politicamente, o governo argumenta que os processos totalmente digitalizados reduzirão o tempo de análise para permissões de trabalho e estudo em “pelo menos 40%”, liberando funcionários escassos para se concentrarem em triagens de segurança mais complexas. Associações empresariais receberam a medida com entusiasmo, destacando que muitas multinacionais ainda aguardam meses por Cartões Azuis porque os processos precisam ser enviados entre diferentes autoridades. Já os sindicatos alertam que a qualidade dos dados precisa melhorar primeiro; documentos mal digitalizados apenas automatizariam os gargalos atuais.
Para os empregadores, a maior mudança prática será a obrigação — dentro de 12 meses — de enviar todos os documentos comprobatórios, verificações do mercado de trabalho e pedidos de tramitação acelerada pelo novo portal. Regiões-piloto na Baviera e na Renânia do Norte-Vestfália começarão a emitir aprovações totalmente digitais a partir de novembro, quando os contratados estrangeiros não precisarão mais apresentar documentos originais nas embaixadas. Os consulados receberam recursos para instalar 300 quiosques biométricos de autoatendimento para capturar impressões digitais diretamente no sistema central.
Advogados destacam que a lei também altera o §49 da Lei de Residência, permitindo que os oficiais notifiquem os requerentes sobre documentos faltantes apenas uma vez por via eletrônica; se os documentos não forem enviados em até duas semanas, o pedido será automaticamente considerado retirado. As empresas, portanto, precisarão de fluxos de trabalho mais rigorosos para evitar falhas acidentais.
Por fim, a lei autoriza o compartilhamento automático de dados sobre permanência irregular de vistos com as autoridades fiscais, medida que visa combater o trabalho remoto não declarado com vistos de turista. Caso o Bundesrat não apresente objeções na próxima semana, a reforma entrará em vigor em 1º de setembro de 2026, com prazos escalonados para cumprimento até 2028.
Politicamente, o governo argumenta que os processos totalmente digitalizados reduzirão o tempo de análise para permissões de trabalho e estudo em “pelo menos 40%”, liberando funcionários escassos para se concentrarem em triagens de segurança mais complexas. Associações empresariais receberam a medida com entusiasmo, destacando que muitas multinacionais ainda aguardam meses por Cartões Azuis porque os processos precisam ser enviados entre diferentes autoridades. Já os sindicatos alertam que a qualidade dos dados precisa melhorar primeiro; documentos mal digitalizados apenas automatizariam os gargalos atuais.
Para os empregadores, a maior mudança prática será a obrigação — dentro de 12 meses — de enviar todos os documentos comprobatórios, verificações do mercado de trabalho e pedidos de tramitação acelerada pelo novo portal. Regiões-piloto na Baviera e na Renânia do Norte-Vestfália começarão a emitir aprovações totalmente digitais a partir de novembro, quando os contratados estrangeiros não precisarão mais apresentar documentos originais nas embaixadas. Os consulados receberam recursos para instalar 300 quiosques biométricos de autoatendimento para capturar impressões digitais diretamente no sistema central.
Advogados destacam que a lei também altera o §49 da Lei de Residência, permitindo que os oficiais notifiquem os requerentes sobre documentos faltantes apenas uma vez por via eletrônica; se os documentos não forem enviados em até duas semanas, o pedido será automaticamente considerado retirado. As empresas, portanto, precisarão de fluxos de trabalho mais rigorosos para evitar falhas acidentais.
Por fim, a lei autoriza o compartilhamento automático de dados sobre permanência irregular de vistos com as autoridades fiscais, medida que visa combater o trabalho remoto não declarado com vistos de turista. Caso o Bundesrat não apresente objeções na próxima semana, a reforma entrará em vigor em 1º de setembro de 2026, com prazos escalonados para cumprimento até 2028.
Fonte: Deutscher Bundestag