
As operações de aviação civil na região do Delta do Rio das Pérolas praticamente pararam em 26 de julho, quando o tufão Noul atingiu a costa próxima a Huizhou. O Aeroporto Internacional de Guangzhou Baiyun, o terceiro mais movimentado da China, cancelou 377 dos 1.250 voos programados até as 10h, enquanto o vizinho Aeroporto de Shenzhen Bao’an registrou uma taxa de cancelamento de 62%, com 374 partidas suspensas. Principais companhias aéreas — incluindo China Southern, China Eastern, Hainan Airlines e Shenzhen Airlines — ativaram políticas de remarcação e reembolso sem taxas. A plataforma de rastreamento de voos VariFlight registrou atrasos médios nas partidas superiores a quatro horas, evidenciando a magnitude da interrupção operacional. Ambos os aeroportos acionaram planos de emergência de Nível II na noite de sábado, fechando pontes de embarque, rebocando aeronaves para áreas protegidas e instalando sacos de areia em torno de caixas elétricas em áreas baixas. O centro de comando conjunto dos aeroportos informou que não houve registro de alagamento nas pistas, mas alertou para rajadas residuais que podem atrasar a retomada das operações de aeronaves de grande porte. Empresas internacionais com fábricas na Grande Baía correram para redirecionar pessoal-chave via Changsha e Wuhan, os aeroportos mais próximos não afetados, com conexões diretas de trem-bala para Guangdong. Empresas de logística alertaram que os prazos de entrega de encomendas transfronteiriças no comércio eletrônico podem aumentar entre 24 e 48 horas. O Departamento de Comércio de Guangdong recomendou aos investidores que participarão da Feira Internacional da Indústria do Sul da China, em Shenzhen, na próxima semana, que acompanhem atentamente os avisos das companhias aéreas e considerem opções de participação virtual caso as vagas de voo continuem limitadas.