
O boletim rápido de Estatísticas da Finlândia para junho, divulgado em 30 de julho de 2026, trouxe uma surpresa negativa para as regiões do país dependentes do turismo: as estadias noturnas de viajantes asiáticos caíram 20% em relação ao ano anterior, reduzindo o total de estadias estrangeiras para 540 mil, apesar da demanda saudável da Europa e da América do Norte. Essa queda acentuada é a primeira reversão significativa desde a reabertura total das fronteiras no início de 2025 e ocorre no auge da curta temporada de verão nórdico, quando os mercados asiáticos de longa distância normalmente representam uma fonte crucial de receita para hotéis, guias e operadores de transporte.
Analistas do setor apontam três fatores principais. Primeiro, a desvalorização do yuan chinês e do iene japonês elevou o custo efetivo de uma viagem à Finlândia em até 15% em comparação com o verão passado. Segundo, a capacidade de assentos nos principais aeroportos de conexão, como Pequim, Seul e Tóquio, permanece 12% abaixo dos níveis de 2019, pois a Finnair e seus parceiros asiáticos ainda não restabeleceram todas as frequências perdidas devido à proibição de sobrevoo da Rússia. Terceiro, atrasos generalizados no processamento de vistos Schengen em toda a Europa – especialmente nas missões finlandesas em Bangkok, Pequim e Nova Délhi – prolongaram os prazos além da janela típica de planejamento para viagens em grupo organizadas.
Lapônia e a região da capital Helsinque são as mais afetadas. Em Uusimaa (que inclui o Aeroporto de Helsinque), as noites de visitantes asiáticos caíram 18%, enquanto na Lapônia a queda anual foi de 27%. “Junho é quando muitas famílias asiáticas fogem do calor da monção e vêm para pacotes do sol da meia-noite. Perder um quarto desse mercado em um mês é significativo”, afirma Sanna Kärkkäinen, CEO do Visit Rovaniemi.
Grupos hoteleiros como Scandic e Sokos já começaram a oferecer descontos nas tarifas da baixa temporada para estimular a demanda em agosto e setembro. Para os gestores de mobilidade corporativa, os dados indicam maior disponibilidade de hotéis – e possivelmente tarifas negociadas mais baixas – para equipes de projetos que chegam durante o restante do terceiro trimestre. Especialistas em viagens de negócios também observam que os fatores de ocupação da Finnair nas rotas restauradas Bangkok-Helsinque e Singapura-Helsinque caíram abaixo de 80% em junho, sugerindo melhores chances de disponibilidade de última hora em conexões tradicionalmente concorridas entre Ásia e Europa via Helsinque.
No entanto, os compradores de viagens devem considerar os prazos mais longos para solicitação de vistos: o ministério das Relações Exteriores da Finlândia informa que as filas para vistos de trabalho sazonal e de visitante em Bangkok estão agora com média de 20 dias corridos, ante 11 dias em abril.
Olhando para o futuro, o ministério do Turismo planeja lançar um projeto-piloto de e-visto acelerado para mercados de baixo risco, como Japão e Coreia do Sul, em novembro de 2026, sujeito à aprovação parlamentar da legislação de entrada digital atualmente em análise. Se aprovada, essa reforma – junto com a expectativa de aumento da capacidade de aeronaves de grande porte nos voos da Finnair para Tóquio Narita e Osaka Kansai neste inverno – poderá ajudar a Finlândia a recuperar terreno perdido no lucrativo segmento asiático de longa distância até 2027.
Analistas do setor apontam três fatores principais. Primeiro, a desvalorização do yuan chinês e do iene japonês elevou o custo efetivo de uma viagem à Finlândia em até 15% em comparação com o verão passado. Segundo, a capacidade de assentos nos principais aeroportos de conexão, como Pequim, Seul e Tóquio, permanece 12% abaixo dos níveis de 2019, pois a Finnair e seus parceiros asiáticos ainda não restabeleceram todas as frequências perdidas devido à proibição de sobrevoo da Rússia. Terceiro, atrasos generalizados no processamento de vistos Schengen em toda a Europa – especialmente nas missões finlandesas em Bangkok, Pequim e Nova Délhi – prolongaram os prazos além da janela típica de planejamento para viagens em grupo organizadas.
Lapônia e a região da capital Helsinque são as mais afetadas. Em Uusimaa (que inclui o Aeroporto de Helsinque), as noites de visitantes asiáticos caíram 18%, enquanto na Lapônia a queda anual foi de 27%. “Junho é quando muitas famílias asiáticas fogem do calor da monção e vêm para pacotes do sol da meia-noite. Perder um quarto desse mercado em um mês é significativo”, afirma Sanna Kärkkäinen, CEO do Visit Rovaniemi.
Grupos hoteleiros como Scandic e Sokos já começaram a oferecer descontos nas tarifas da baixa temporada para estimular a demanda em agosto e setembro. Para os gestores de mobilidade corporativa, os dados indicam maior disponibilidade de hotéis – e possivelmente tarifas negociadas mais baixas – para equipes de projetos que chegam durante o restante do terceiro trimestre. Especialistas em viagens de negócios também observam que os fatores de ocupação da Finnair nas rotas restauradas Bangkok-Helsinque e Singapura-Helsinque caíram abaixo de 80% em junho, sugerindo melhores chances de disponibilidade de última hora em conexões tradicionalmente concorridas entre Ásia e Europa via Helsinque.
No entanto, os compradores de viagens devem considerar os prazos mais longos para solicitação de vistos: o ministério das Relações Exteriores da Finlândia informa que as filas para vistos de trabalho sazonal e de visitante em Bangkok estão agora com média de 20 dias corridos, ante 11 dias em abril.
Olhando para o futuro, o ministério do Turismo planeja lançar um projeto-piloto de e-visto acelerado para mercados de baixo risco, como Japão e Coreia do Sul, em novembro de 2026, sujeito à aprovação parlamentar da legislação de entrada digital atualmente em análise. Se aprovada, essa reforma – junto com a expectativa de aumento da capacidade de aeronaves de grande porte nos voos da Finnair para Tóquio Narita e Osaka Kansai neste inverno – poderá ajudar a Finlândia a recuperar terreno perdido no lucrativo segmento asiático de longa distância até 2027.
Fonte: DailyFinland