
Turistas e viajantes a negócios do Reino Unido para a Europa continental se preparavam para o caos neste outono, com a entrada em vigor total do novo Sistema de Entrada/Saída (EES) da UE, que realiza verificações biométricas nas fronteiras, prevista para 6 de setembro. No entanto, nove países membros – França, Grécia, Portugal, Itália, Alemanha, Malta, Holanda, Bélgica e Suíça – notificaram formalmente Bruxelas de que precisam de mais tempo para instalar e testar os equipamentos de reconhecimento de impressões digitais e facial exigidos pelo sistema. O adiamento, inicialmente adotado para evitar congestionamentos em grandes eventos como as Olimpíadas de Paris 2024, agora reflete gargalos práticos em aeroportos e portos marítimos. Menos de 1% dos 1.500 pontos de passagem da UE ainda enfrentam dificuldades, mas entre eles estão portais de grande movimento como Frankfurt e Schiphol, além de postos policiais franceses em Dover e outros locais de controle justaposto no Reino Unido. Os terminais da Eurostar em Bruxelas já começaram a coletar dados biométricos, mas Paris-Nord e o Porto de Dover ainda estão em fase de transição. Para os portadores de passaporte do Reino Unido — agora tratados como “nacionais de países terceiros” desde o Brexit — o benefício mais imediato é a redução das filas nos aeroportos continentais durante o pico de viagens a negócios no final do verão. O tempo extra também permite que as companhias aéreas integrem o aplicativo móvel de pré-registro da UE, “Travel to Europe”, em seus processos de check-in. As companhias aéreas haviam alertado para um “caos nas filas”, enquanto a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) fez lobby por uma suspensão total no início deste ano. A Comissão Europeia indicou que o adiamento não resultará em processos por infração, mas especialistas do setor afirmam que um prazo rígido provavelmente será vinculado às atualizações de TI do espaço Schengen previstas para meados de 2027. Empresas britânicas com programas para viajantes frequentes estão sendo orientadas a informar seus funcionários de que a captura biométrica será obrigatória e que permanências irregulares serão automaticamente sinalizadas no banco de dados compartilhado da UE — um problema que já afeta alguns britânicos que ultrapassaram a regra pós-Brexit de 90 dias em 180 dias. Na prática, as equipes de mobilidade corporativa devem atualizar as políticas de viagem para: (1) incluir tempo extra para o cadastro biométrico após a ativação do EES; (2) lembrar os funcionários do Reino Unido que registrar as impressões digitais não reinicia a contagem de dias no espaço Schengen; e (3) confirmar que passaportes com validade mínima de seis meses continuam essenciais, mesmo para viagens curtas com Autorização Eletrônica de Viagem (ETIAS), quando o sistema for lançado. Organizações que pensam à frente estão testando o aplicativo “Travel to Europe” onde disponível, para pré-aprovar funcionários e reduzir o tempo de espera nos quiosques.
Fonte: The Guardian
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