
Uma decisão dramática, tomada tarde da noite em Boston, freou uma das mais abrangentes reversões de políticas migratórias da administração Trump. Em uma ordem divulgada em 9 de janeiro de 2026, a juíza federal Indira Talwani determinou uma liminar que impede o Departamento de Segurança Interna (DHS) de encerrar sete programas de “liberdade condicional para reunificação familiar” (FRP) no dia 14 de janeiro.
Os programas — criados durante a administração Biden para Cuba, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Colômbia e Equador — permitem que beneficiários aprovados de petições de visto de imigrante aguardem seus green cards dentro dos Estados Unidos, vivendo e trabalhando legalmente com seus familiares americanos.
Cerca de 10.000 a 12.000 beneficiários latino-americanos estavam a poucos dias de perder seu status e autorização de trabalho quando o tribunal interveio.
Talwani concluiu que o DHS violou a Lei de Procedimento Administrativo ao não fornecer aviso prévio nem período para comentários públicos antes de cancelar o programa. Ela também criticou a agência por rotular os beneficiários como “não devidamente avaliados”, ressaltando que cada candidato já havia passado por verificações criminais, de segurança e médicas idênticas às exigidas para vistos de imigrante. “Esses indivíduos estavam seguindo as regras estabelecidas pelo Congresso”, escreveu Talwani, classificando o cancelamento planejado pelo DHS como “arbitrário, caprichoso e um abuso de discricionariedade”.
Para os empregadores, a liminar evita um pesadelo de RH: milhares de funcionários e candidatos — muitos com Documentos de Autorização de Trabalho (EAD) válidos via FRP — poderão continuar trabalhando sem interrupções. Multinacionais com talentos latino-americanos alertaram que a perda repentina da autorização de trabalho prejudicaria linhas de produção, centros de atendimento ao cliente e laboratórios de P&D em pelo menos nove estados. Advogados especializados em imigração recomendam que as empresas mantenham os beneficiários do FRP na folha de pagamento, mas acompanhem de perto o andamento do processo, já que a administração deve recorrer.
Do ponto de vista estratégico, a decisão complica a ampla tentativa do presidente Trump de revogar a maioria dos programas humanitários de liberdade condicional. A Casa Branca anunciou que publicará um novo período mais curto para aviso e comentários, mas defensores prometem contestar qualquer “decisão apressada”. A longo prazo, o Congresso poderia formalizar o FRP ou substituí-lo por uma legislação de recuperação de vistos — mas essas soluções são improváveis em um ano eleitoral.
Para as famílias afetadas, a liminar garante tempo, mas não certeza. Advogados recomendam usar essa trégua para avançar nos processos de visto de imigrante, renovar permissões de trabalho pelo máximo de dois anos e, quando possível, buscar alternativas baseadas em emprego que ofereçam status mais estável. As empresas devem preparar cartas-modelo de apoio desde já, caso seja necessário renovar as liberdades condicionais em curto prazo.
Os programas — criados durante a administração Biden para Cuba, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Colômbia e Equador — permitem que beneficiários aprovados de petições de visto de imigrante aguardem seus green cards dentro dos Estados Unidos, vivendo e trabalhando legalmente com seus familiares americanos.
Cerca de 10.000 a 12.000 beneficiários latino-americanos estavam a poucos dias de perder seu status e autorização de trabalho quando o tribunal interveio.
Talwani concluiu que o DHS violou a Lei de Procedimento Administrativo ao não fornecer aviso prévio nem período para comentários públicos antes de cancelar o programa. Ela também criticou a agência por rotular os beneficiários como “não devidamente avaliados”, ressaltando que cada candidato já havia passado por verificações criminais, de segurança e médicas idênticas às exigidas para vistos de imigrante. “Esses indivíduos estavam seguindo as regras estabelecidas pelo Congresso”, escreveu Talwani, classificando o cancelamento planejado pelo DHS como “arbitrário, caprichoso e um abuso de discricionariedade”.
Para os empregadores, a liminar evita um pesadelo de RH: milhares de funcionários e candidatos — muitos com Documentos de Autorização de Trabalho (EAD) válidos via FRP — poderão continuar trabalhando sem interrupções. Multinacionais com talentos latino-americanos alertaram que a perda repentina da autorização de trabalho prejudicaria linhas de produção, centros de atendimento ao cliente e laboratórios de P&D em pelo menos nove estados. Advogados especializados em imigração recomendam que as empresas mantenham os beneficiários do FRP na folha de pagamento, mas acompanhem de perto o andamento do processo, já que a administração deve recorrer.
Do ponto de vista estratégico, a decisão complica a ampla tentativa do presidente Trump de revogar a maioria dos programas humanitários de liberdade condicional. A Casa Branca anunciou que publicará um novo período mais curto para aviso e comentários, mas defensores prometem contestar qualquer “decisão apressada”. A longo prazo, o Congresso poderia formalizar o FRP ou substituí-lo por uma legislação de recuperação de vistos — mas essas soluções são improváveis em um ano eleitoral.
Para as famílias afetadas, a liminar garante tempo, mas não certeza. Advogados recomendam usar essa trégua para avançar nos processos de visto de imigrante, renovar permissões de trabalho pelo máximo de dois anos e, quando possível, buscar alternativas baseadas em emprego que ofereçam status mais estável. As empresas devem preparar cartas-modelo de apoio desde já, caso seja necessário renovar as liberdades condicionais em curto prazo.
Fonte: Reuters
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