
Gestores de mobilidade brasileiros acordaram em 17 de janeiro com uma das reviravoltas mais bruscas na política de imigração dos Estados Unidos em anos. Um comunicado do Departamento de Estado — divulgado no final de 15 de janeiro — ordena às seções consulares em todo o mundo que parem de emitir novos vistos de imigrante (green cards) para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, a partir das 00h01 EST do dia 21 de janeiro. Categorias de vistos não imigrantes, como B-1/B-2, F-1, J-1, L-1 e H-1B, permanecem disponíveis, mas todos os casos de residência permanente baseados em emprego ou família ficarão “suspensos” até a conclusão da revisão.
Para multinacionais que realizam transferências internas de funcionários a partir de São Paulo e Rio de Janeiro, a pausa chega no pior momento possível. Centenas de executivos brasileiros esperam ativar vistos EB-1C ou EB-2 antes que as cotas do ano fiscal americano sejam renovadas em outubro. As equipes de recursos humanos agora precisam correr para estender os status L-1 ou H-1B, negociar os prazos do processo PERM ou até mesmo realocar talentos para Canadá e México enquanto aguardam esclarecimentos.
Autoridades americanas justificam a suspensão como parte de uma ampla revisão da política de “encargo público”, com o objetivo de evitar que futuros imigrantes dependam de benefícios governamentais. Críticos — do Instituto Cato ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil — argumentam que a maioria dos imigrantes baseados em emprego já passa por rigorosos testes de autossuficiência. Eles também destacam que a medida afeta desproporcionalmente grandes economias emergentes, como Brasil, Índia e Nigéria, onde a demanda por green cards é maior.
Na prática, os brasileiros com entrevistas consulares agendadas para depois de 21 de janeiro devem comparecer; os oficiais coletarão documentos, mas não emitirão vistos. Viajantes com vistos de imigrante já impressos ainda podem entrar nos Estados Unidos, desde que seus green cards tenham sido aprovados antes do prazo final. As empresas são aconselhadas a verificar datas de validade, solicitar extensões do I-131 Advance Parole para candidatos a ajuste de status dentro dos EUA e orientar os transferidos sobre planos de contingência.
O governo brasileiro apresentou um protesto diplomático formal, mas não adotou medidas recíprocas. Consultores de mobilidade, no entanto, alertam que novas discussões sobre taxas de vistos “olho por olho” podem surgir caso o congelamento se estenda por meses.
Para multinacionais que realizam transferências internas de funcionários a partir de São Paulo e Rio de Janeiro, a pausa chega no pior momento possível. Centenas de executivos brasileiros esperam ativar vistos EB-1C ou EB-2 antes que as cotas do ano fiscal americano sejam renovadas em outubro. As equipes de recursos humanos agora precisam correr para estender os status L-1 ou H-1B, negociar os prazos do processo PERM ou até mesmo realocar talentos para Canadá e México enquanto aguardam esclarecimentos.
Autoridades americanas justificam a suspensão como parte de uma ampla revisão da política de “encargo público”, com o objetivo de evitar que futuros imigrantes dependam de benefícios governamentais. Críticos — do Instituto Cato ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil — argumentam que a maioria dos imigrantes baseados em emprego já passa por rigorosos testes de autossuficiência. Eles também destacam que a medida afeta desproporcionalmente grandes economias emergentes, como Brasil, Índia e Nigéria, onde a demanda por green cards é maior.
Na prática, os brasileiros com entrevistas consulares agendadas para depois de 21 de janeiro devem comparecer; os oficiais coletarão documentos, mas não emitirão vistos. Viajantes com vistos de imigrante já impressos ainda podem entrar nos Estados Unidos, desde que seus green cards tenham sido aprovados antes do prazo final. As empresas são aconselhadas a verificar datas de validade, solicitar extensões do I-131 Advance Parole para candidatos a ajuste de status dentro dos EUA e orientar os transferidos sobre planos de contingência.
O governo brasileiro apresentou um protesto diplomático formal, mas não adotou medidas recíprocas. Consultores de mobilidade, no entanto, alertam que novas discussões sobre taxas de vistos “olho por olho” podem surgir caso o congelamento se estenda por meses.
Fonte: VisaHQ Global Mobility News
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