
Em 17 de janeiro, o portal jurídico Jusbrasil publicou uma análise detalhada sobre o visto para nômades digitais (VITEM XIV), criado há três anos pela Resolução Normativa 45/2021. O artigo surge em meio a um aumento nas solicitações de trabalhadores remotos pós-pandemia, vindos da América do Norte e Europa, e destaca pontos em que as políticas de mobilidade corporativa ainda apresentam falhas. (jusbrasil.com.br)
O visto concede até um ano de residência (renovável por mais um ano) para estrangeiros que comprovem contrato de trabalho no exterior e renda mensal de cerca de US$ 1.500, além de seguro saúde completo. Enquanto freelancers de tecnologia adotaram o programa, funcionários fixos de multinacionais às vezes se classificam incorretamente, expondo as empresas a riscos trabalhistas e fiscais caso o trabalho remoto se transforme em estabelecimento permanente.
Os comentaristas do Jusbrasil apontam três pontos cegos: (1) muitos nômades esquecem de se registrar na Polícia Federal em até 90 dias após a chegada; (2) funcionários remotos podem gerar vínculo com a previdência social brasileira se atenderem clientes locais; e (3) proprietários de imóveis cada vez mais exigem CPF e conta bancária local, forçando os nômades a uma espécie de residência informal.
Especialistas em imigração recomendam que equipes de RH analisem os contratos com atenção: se o funcionário remoto começar a gerenciar subordinados no Brasil ou gerar receita local, pode ser necessário o visto de trabalho VITEM V. As empresas também devem monitorar os dias de presença física para evitar a caracterização de residência fiscal (regra dos 183 dias).
Órgãos de turismo estimam que nômades digitais gastaram R$ 1,2 bilhão em 2025 nas cidades do Rio de Janeiro, Florianópolis e São Paulo. Para aproveitar esse mercado, vários estados estão lançando “passes para nômades” com descontos em coworkings e emissão simplificada de CPF — um sinal de que o Brasil vê os trabalhadores remotos como um mercado em expansão, mas que ainda exige gestão cuidadosa de conformidade.
O visto concede até um ano de residência (renovável por mais um ano) para estrangeiros que comprovem contrato de trabalho no exterior e renda mensal de cerca de US$ 1.500, além de seguro saúde completo. Enquanto freelancers de tecnologia adotaram o programa, funcionários fixos de multinacionais às vezes se classificam incorretamente, expondo as empresas a riscos trabalhistas e fiscais caso o trabalho remoto se transforme em estabelecimento permanente.
Os comentaristas do Jusbrasil apontam três pontos cegos: (1) muitos nômades esquecem de se registrar na Polícia Federal em até 90 dias após a chegada; (2) funcionários remotos podem gerar vínculo com a previdência social brasileira se atenderem clientes locais; e (3) proprietários de imóveis cada vez mais exigem CPF e conta bancária local, forçando os nômades a uma espécie de residência informal.
Especialistas em imigração recomendam que equipes de RH analisem os contratos com atenção: se o funcionário remoto começar a gerenciar subordinados no Brasil ou gerar receita local, pode ser necessário o visto de trabalho VITEM V. As empresas também devem monitorar os dias de presença física para evitar a caracterização de residência fiscal (regra dos 183 dias).
Órgãos de turismo estimam que nômades digitais gastaram R$ 1,2 bilhão em 2025 nas cidades do Rio de Janeiro, Florianópolis e São Paulo. Para aproveitar esse mercado, vários estados estão lançando “passes para nômades” com descontos em coworkings e emissão simplificada de CPF — um sinal de que o Brasil vê os trabalhadores remotos como um mercado em expansão, mas que ainda exige gestão cuidadosa de conformidade.
Fonte: Jusbrasil
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