
Apesar de conflitos na coalizão, o governo tcheco aprovou em 16 de fevereiro um decreto do Ministério do Interior que cria uma nova categoria de residência de longo prazo para cidadãos ucranianos que vivem no país sob as regras de proteção temporária da UE desde a invasão russa em 2022. A medida permite que os requerentes que tenham mantido a proteção por pelo menos dois anos e atendam aos critérios de renda e segurança solicitem uma autorização de residência de cinco anos, que poderá ser convertida posteriormente em status permanente.
Autoridades afirmam que a decisão responde às necessidades do mercado de trabalho — os ucranianos representam cerca de 5% da força de trabalho tcheca — e ao desejo dos refugiados por estabilidade. Os aprovados manterão acesso ao seguro de saúde público e poderão solicitar a reunificação familiar conforme as regras padrão. Além disso, estarão livres da renovação anual da proteção temporária, processo que no ano passado sobrecarregou os sistemas de agendamento do Ministério do Interior e gerou frustração entre empregadores que aguardavam a confirmação do status legal dos funcionários.
O decreto ainda precisa passar pelo conselho legislativo para revisão técnica, mas a expectativa é que entre em vigor no início de abril. O Ministério do Interior promete uma interface de aplicação online vinculada ao novo portal “Conta do Estrangeiro” do país. Os dados biométricos serão coletados em uma única visita presencial; todas as outras etapas, incluindo pagamento de taxas e envio de contratos de trabalho, serão feitas sem papel.
Grupos empresariais receberam a medida com entusiasmo. A Confederação da Indústria Tcheca afirmou que isso “ancorará habilidades valiosas” em setores que vão de TI a cuidados com idosos. Por outro lado, empresas de realocação alertam para um possível aumento de solicitações nas primeiras semanas e recomendam que as companhias auxiliem os funcionários a reunir comprovantes de renda e certidões criminais limpas. Advogados de imigração destacam que a taxa de recusas no ano passado foi de apenas 3%, principalmente por documentação incompleta — o que indica altas chances de aprovação para casos bem preparados.
Para gestores de mobilidade global, a principal conclusão é que a República Tcheca está passando da proteção emergencial para uma integração estruturada. Os empregadores devem revisar as datas de extensão da proteção temporária, prever no orçamento as consultas biométricas no segundo trimestre e atualizar as políticas de deslocamento para refletir o novo horizonte de longo prazo para funcionários ucranianos e suas famílias.
Autoridades afirmam que a decisão responde às necessidades do mercado de trabalho — os ucranianos representam cerca de 5% da força de trabalho tcheca — e ao desejo dos refugiados por estabilidade. Os aprovados manterão acesso ao seguro de saúde público e poderão solicitar a reunificação familiar conforme as regras padrão. Além disso, estarão livres da renovação anual da proteção temporária, processo que no ano passado sobrecarregou os sistemas de agendamento do Ministério do Interior e gerou frustração entre empregadores que aguardavam a confirmação do status legal dos funcionários.
O decreto ainda precisa passar pelo conselho legislativo para revisão técnica, mas a expectativa é que entre em vigor no início de abril. O Ministério do Interior promete uma interface de aplicação online vinculada ao novo portal “Conta do Estrangeiro” do país. Os dados biométricos serão coletados em uma única visita presencial; todas as outras etapas, incluindo pagamento de taxas e envio de contratos de trabalho, serão feitas sem papel.
Grupos empresariais receberam a medida com entusiasmo. A Confederação da Indústria Tcheca afirmou que isso “ancorará habilidades valiosas” em setores que vão de TI a cuidados com idosos. Por outro lado, empresas de realocação alertam para um possível aumento de solicitações nas primeiras semanas e recomendam que as companhias auxiliem os funcionários a reunir comprovantes de renda e certidões criminais limpas. Advogados de imigração destacam que a taxa de recusas no ano passado foi de apenas 3%, principalmente por documentação incompleta — o que indica altas chances de aprovação para casos bem preparados.
Para gestores de mobilidade global, a principal conclusão é que a República Tcheca está passando da proteção emergencial para uma integração estruturada. Os empregadores devem revisar as datas de extensão da proteção temporária, prever no orçamento as consultas biométricas no segundo trimestre e atualizar as políticas de deslocamento para refletir o novo horizonte de longo prazo para funcionários ucranianos e suas famílias.
Fonte: Expats.cz / ČTK
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