
Um factbox da Reuters publicado em 24 de abril detalha as amplas interrupções nas companhias aéreas causadas pelo conflito no Irã, com a Cathay Pacific, sediada em Hong Kong, entre as transportadoras mais afetadas. A companhia suspendeu todos os voos de passageiros para Dubai e Riad até 30 de junho e interrompeu os serviços dedicados de carga para essas cidades até 31 de maio. A medida evidencia os efeitos em cadeia que crises geopolíticas podem ter na conectividade de Hong Kong além da Ásia. A Cathay está compensando a perda de capacidade no Golfo com a adição de voos extras para Londres, Paris e Zurique, para atender à crescente demanda para a Europa, enquanto os viajantes buscam rotas que evitem o Oriente Médio. Essa realocação reflete estratégias usadas durante a pandemia de 2020, quando a Cathay direcionou suas aeronaves de grande porte para cargas e voos de repatriação, diante do colapso do mercado de passageiros. Para as empresas, o prolongamento dessa paralisação significa itinerários mais longos ou tarifas mais altas para funcionários que viajam para a região do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC). Alternativas incluem conexões via Singapura, Bangkok ou Istambul, mas que podem adicionar de quatro a seis horas por trecho. Gestores de mobilidade também devem revisar os auxílios por dificuldades em deslocamentos: os preços de acomodação em hubs temporários subiram 18% mês a mês, segundo dados da BGRS. Transportadoras de carga enfrentam seus próprios desafios. Encomendas de alta tecnologia destinadas à Zona Franca de Jebel Ali, em Dubai, agora transitam por Doha ou Liège, aumentando o tempo total de entrega e os prêmios de seguro. Equipes de cadeia de suprimentos devem considerar estoques de segurança ou explorar opções combinadas de transporte marítimo e aéreo via Shenzhen. A Cathay informa que planeja retomar sua programação completa para o Oriente Médio em julho, “sujeito à situação de segurança”. Até lá, compradores de viagens devem acompanhar as diretrizes especiais de emissão de bilhetes da Cathay, que atualmente isentam taxas de remarcação e reembolso para os trechos afetados.
Fonte: Reuters via Internazionale
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