
O Los Angeles Times informou em 24 de abril de 2026 que o Grupo Lufthansa vai cancelar cerca de 20.000 voos intraeuropeus entre maio e outubro para compensar o aumento no preço do combustível de aviação, ligado às tensões no Oriente Médio. Embora a maioria dos voos de longa distância permaneça inalterada, a redução do cronograma concentra-se nas rotas de conexão entre hubs em Frankfurt e Munique, ameaçando conexões rápidas para funcionários internacionais. A companhia aérea afirma que os passageiros afetados já receberam opções de remarcação, mas gestores de viagens alertam que a diminuição da frequência diária reduz a flexibilidade para viagens de negócios de última hora. A rede de trens de alta velocidade ICE da Alemanha surge como a principal alternativa: trajetos como Frankfurt–Berlim podem ser feitos em menos de quatro horas, com Wi-Fi e tomadas, muitas vezes mais rápido porta a porta do que voar. Segundo as regras do EU261, os viajantes podem solicitar reembolso ou transporte alternativo em caso de cancelamento de voos. As equipes de mobilidade devem, portanto, aprovar previamente o trem como meio de transporte equivalente e orientar os funcionários sobre como reservar passagens ponto a ponto pelo aplicativo DB Navigator. Departamentos de Meio Ambiente, Social e Governança (ESG) podem até ver essa mudança modal como uma oportunidade para reduzir a pegada de CO₂ corporativa. Para o futuro, analistas alertam que, se os mercados de combustível continuarem voláteis, a Lufthansa pode anunciar cortes ainda maiores no inverno. Empresas com funcionários em cidades secundárias da Alemanha devem mapear agora as viagens críticas e garantir passes ferroviários flexíveis sempre que possível.
Fonte: Los Angeles Times