
A capital da China está rapidamente se tornando a primeira – e às vezes a única – parada para executivos com pouco tempo que precisam de uma breve passagem pela China continental, sem o peso administrativo de um visto. No dia 1º de maio, o serviço estatal de radiodifusão CCTV+ destacou como passageiros estrangeiros estão aproveitando o programa ampliado de trânsito sem visto de 240 horas (10 dias) para entrar em Pequim pelos aeroportos Capital e Daxing. Segundo o relatório, 55 países agora têm direito à isenção de visto para trânsito, e 50 desfrutam da lista unilateral mais ampla de isenção de visto da China.
Por trás dessa história positiva de viagens, está uma reformulação estratégica do ecossistema de mobilidade empresarial da China. Após três anos de pandemia que isolaram a segunda maior economia do mundo, o governo central combinou isenções de visto de grande destaque com um impulso para digitalizar os serviços na chegada. Os dois portões internacionais de Pequim agora contam com balcões “tudo em um” que oferecem desde cartões SIM até ativação de UnionPay e cartões de crédito internacionais, enquanto o recém-lançado superapp “GO BEIJING” permite que estrangeiros reservem transporte, hotéis e até obtenham reembolsos de impostos em 16 idiomas.
O objetivo é claro: tornar uma escala de 48 ou 72 horas tão simples que os executivos incluam a China em seus roteiros asiáticos, em vez de pular o mercado completamente. Para as empresas, a mensagem é dupla. Primeiro, viagens de última hora para reuniões com clientes, inspeções em fábricas ou visitas a feiras comerciais voltam a ser viáveis – um ponto crucial antes da Cúpula de CEOs da APEC em novembro, em Shenzhen, e dos Jogos Mundiais Universitários de 2027, em Pequim. Segundo, as equipes de compliance precisam atualizar as políticas de risco de viagem. Embora visitantes em trânsito estejam isentos dos vistos padrão, devem entrar e sair por portos designados e possuir passagens confirmadas para um terceiro país. Permanecer além do tempo permitido, mesmo por algumas horas, pode acarretar multas e até proibição de reentrada.
Consultores de imigração afirmam que a demanda está alta. “Nossos clientes multinacionais estão reinserindo Pequim em roadshows na Ásia-Pacífico porque a burocracia é leve”, comentou Ellen Zhou, da SinoBridge Consulting. As companhias aéreas reagiram: a Air France retomou voos diários Paris-Pequim em abril, e a United Airlines vai reiniciar o serviço São Francisco-Pequim em junho, citando a política de trânsito como um fator.
Na prática, gestores de mobilidade global devem atualizar as ferramentas de reserva para que os viajantes vejam rotas sem visto, lembrar os funcionários de guardar os cartões de embarque como prova de viagem seguinte e reservar alguns minutos extras para captura biométrica na chegada – as isenções de impressão digital para vistos de negócios de curta duração não se aplicam ao regime de trânsito. Para empresas que buscam aproveitar a recuperação da China, mas se preocupam com os prazos para obtenção de visto, a janela de 240 horas é uma forma econômica de retomar o contato com o mercado.
Por trás dessa história positiva de viagens, está uma reformulação estratégica do ecossistema de mobilidade empresarial da China. Após três anos de pandemia que isolaram a segunda maior economia do mundo, o governo central combinou isenções de visto de grande destaque com um impulso para digitalizar os serviços na chegada. Os dois portões internacionais de Pequim agora contam com balcões “tudo em um” que oferecem desde cartões SIM até ativação de UnionPay e cartões de crédito internacionais, enquanto o recém-lançado superapp “GO BEIJING” permite que estrangeiros reservem transporte, hotéis e até obtenham reembolsos de impostos em 16 idiomas.
O objetivo é claro: tornar uma escala de 48 ou 72 horas tão simples que os executivos incluam a China em seus roteiros asiáticos, em vez de pular o mercado completamente. Para as empresas, a mensagem é dupla. Primeiro, viagens de última hora para reuniões com clientes, inspeções em fábricas ou visitas a feiras comerciais voltam a ser viáveis – um ponto crucial antes da Cúpula de CEOs da APEC em novembro, em Shenzhen, e dos Jogos Mundiais Universitários de 2027, em Pequim. Segundo, as equipes de compliance precisam atualizar as políticas de risco de viagem. Embora visitantes em trânsito estejam isentos dos vistos padrão, devem entrar e sair por portos designados e possuir passagens confirmadas para um terceiro país. Permanecer além do tempo permitido, mesmo por algumas horas, pode acarretar multas e até proibição de reentrada.
Consultores de imigração afirmam que a demanda está alta. “Nossos clientes multinacionais estão reinserindo Pequim em roadshows na Ásia-Pacífico porque a burocracia é leve”, comentou Ellen Zhou, da SinoBridge Consulting. As companhias aéreas reagiram: a Air France retomou voos diários Paris-Pequim em abril, e a United Airlines vai reiniciar o serviço São Francisco-Pequim em junho, citando a política de trânsito como um fator.
Na prática, gestores de mobilidade global devem atualizar as ferramentas de reserva para que os viajantes vejam rotas sem visto, lembrar os funcionários de guardar os cartões de embarque como prova de viagem seguinte e reservar alguns minutos extras para captura biométrica na chegada – as isenções de impressão digital para vistos de negócios de curta duração não se aplicam ao regime de trânsito. Para empresas que buscam aproveitar a recuperação da China, mas se preocupam com os prazos para obtenção de visto, a janela de 240 horas é uma forma econômica de retomar o contato com o mercado.
Fonte: CCTV+ via PR Newswire
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