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Parlamento Suíço Intensifica Debate sobre Novos Impostos e Proibição de Autorizações para Residentes Estrangeiros

jun. 26, 2026
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Parlamento Suíço Intensifica Debate sobre Novos Impostos e Proibição de Autorizações para Residentes Estrangeiros
A longa discussão na Suíça sobre quanto os migrantes devem contribuir para as finanças públicas e a segurança atingiu um novo patamar em 25 de junho de 2026, quando o jornal The Local revelou as quatro propostas relacionadas à migração que dominam a agenda parlamentar do verão. No centro da controvérsia está um “imposto de segurança” aprovado pelo Conselho Nacional na primavera passada. Inspirado no imposto de isenção pago por homens suíços que não servem no exército, a taxa cobraria dos residentes estrangeiros 3% de sua renda tributável (mínimo de CHF 400) para financiar os custos de policiamento e proteção civil. Os defensores afirmam que os recém-chegados devem ajudar a arcar com os custos adicionais que sua presença gera, mas especialistas jurídicos da Secretaria de Estado para Migração alertam que aplicar essa taxa a cidadãos da UE e da EFTA violaria o Acordo de Livre Circulação de Pessoas.

Uma segunda ideia, ainda mais polêmica — o chamado “imposto de imigração” ou “taxa de entrada” — exigiria que todos que se mudassem para a Suíça pagassem 3% de sua renda por onze anos, podendo arrecadar até CHF 1 bilhão anualmente. Originalmente defendida pelo Partido Popular Suíço (SVP), de direita, em 2023, a proposta voltou à tona em 2025 pelo deputado liberal-radical Simon Michel. O próprio relatório de viabilidade do governo foi inconclusivo; associações empresariais agora temem que o plano possa afastar profissionais altamente qualificados, tão necessários para as multinacionais.

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Os legisladores também buscam endurecer os critérios de admissão. Ambas as câmaras aprovaram uma moção que permitiria à Suíça recusar ou retirar autorizações de residência de cidadãos da UE com antecedentes criminais — uma medida extraordinária, já que o tratado bilateral atual obriga Berna a admitir cidadãos da UE, a menos que representem uma ameaça “grave e iminente”. Os defensores citam casos de figuras do crime organizado estrangeiro estabelecendo-se em Ticino e Genebra; os críticos argumentam que uma regra geral violaria a legislação da UE e poderia provocar retaliações.

Por fim, uma iniciativa popular chamada “Iniciativa Democracia” está recolhendo assinaturas para reduzir o tempo de residência exigido para naturalização de dez para cinco anos e transferir o poder decisório das comunas para a Confederação. O Conselho Federal e a maioria dos parlamentares recomendam que os eleitores rejeitem o texto, alegando que os cantões perderiam um importante instrumento para a integração.

Empresas que fazem rotação internacional de funcionários acompanham atentamente: um regime de naturalização mais flexível poderia tornar a Suíça ainda mais atraente para missões globais de longo prazo, enquanto os impostos propostos e as restrições de permissões podem aumentar o custo e a complexidade dos programas de realocação.
Fonte: The Local Switzerland

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