
Dois deputados federais de Winnipeg — Kevin Lamoureux (Winnipeg Norte) e Terry Duguid (Winnipeg Sul) — anunciaram em 7 de julho de 2026 que o governo federal vai estender os vistos de trabalho aberto para até 2.700 trabalhadores estrangeiros que aguardam indicações provinciais pelo Programa de Nomeação Provincial (PNP) de Manitoba. Os novos vistos terão validade até o final de 2027, evitando lacunas no status para candidatos que estão entre a expiração da autorização de trabalho e o longo processamento dos pedidos. A medida revive uma política anterior de 2024 que permitia aos futuros indicados pelo PNP solicitar um visto aberto de dois anos, respaldado por uma carta de apoio de Manitoba. Segundo um rascunho de comunicado divulgado nas redes sociais, mais de 1.600 portadores desses vistos de 2024 já se tornaram residentes permanentes, mas milhares ainda aguardam indicações ou confirmações de recebimento para residência permanente. Empregadores em Manitoba — especialmente nos setores de agronegócio, manufatura e saúde — alertaram que a expiração iminente dos vistos os forçaria a demitir funcionários essenciais ou a passar por processos caros de Avaliação de Impacto no Mercado de Trabalho (LMIA). Garantindo a autorização de trabalho contínua, a extensão protege a estabilidade da força de trabalho e apoia a meta de Manitoba de atrair 18.000 novos imigrantes em 2026. Detalhes sobre os critérios de elegibilidade e procedimentos para aplicação ainda não foram divulgados. O IRCC precisa coordenar com a província antes da implementação, e especialistas esperam um processo online simplificado, semelhante ao piloto de 2024. Trabalhadores estrangeiros devem manter cópias das cartas de apoio originais e passaportes válidos para maximizar a duração do novo visto. As empresas devem monitorar os funcionários com processos no PNP de Manitoba e se preparar para enviar os pedidos de extensão assim que o portal for aberto. A não renovação do status pode expor empregadores a penalidades por descumprimento e deixar os trabalhadores sem cobertura de saúde.
Fonte: CIC News