
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) cancelou uma notificação de 2017 que impunha condições especiais — como aprovação prévia do governo e garantias obrigatórias — para cidadãos indianos que viajassem ao Iêmen. A reversão, anunciada em 12 de julho, reflete uma leve melhora na conectividade aérea via Aden e Seiyun, e ocorre após pressão de empresas de navegação que empregam tripulação indiana no Mar Vermelho. Sob as regras antigas, até mesmo trabalhadores humanitários precisavam de autorização de Délhi, o que causava atrasos de até uma semana e perda de voos fretados saindo de Djibuti. A retirada dessas exigências simplifica o processo: agora, cidadãos indianos podem solicitar vistos iemenitas diretamente, e as companhias aéreas podem embarcá-los sem burocracia adicional. No entanto, o MRE continua recomendando evitar “viagens não essenciais” e alerta para que os viajantes evitem áreas de conflito ativo, especialmente os campos petrolíferos de Marib e o corredor de Hodeidah. Para gestores de mobilidade global, a mudança significa menos entraves burocráticos na rotação de engenheiros navais, técnicos de telecomunicações ou funcionários de ONGs para o Iêmen. Ainda assim, as empresas devem realizar avaliações detalhadas de segurança e registrar seus funcionários na Embaixada da Índia em Riade, que cuida dos assuntos consulares do Iêmen desde a suspensão da missão em Sana’a, em 2015. O seguro contra sequestro e resgate continua obrigatório na maioria das políticas corporativas de viagem. Empresas de navegação com sede em Mumbai receberam a medida com otimismo, afirmando que ela reduzirá os custos de reimplantação em 15%, já que a troca de tripulação em Aden se tornará mais previsível. Por outro lado, consultores de segurança corporativa alertam que os houthis ainda têm capacidade para atacar infraestruturas civis. “A barreira regulatória é menor, mas o risco não”, destaca Arpit Kumar, da SafePassage Risk Consulting. Analistas veem essa medida como parte do esforço mais amplo da Índia para facilitar a mobilidade laboral para o Oeste Asiático, onde mais de 8,9 milhões de indianos trabalham. Mas, até que um cessar-fogo duradouro seja estabelecido, as organizações precisam equilibrar a urgência operacional com as obrigações de cuidado com seus colaboradores.
Fonte: Akashvani News