
A Inspeção de Prisões de Sua Majestade (HMIP) divulgou uma avaliação contundente sobre 17 instalações de detenção temporária (STHFs) administradas pela Border Force em aeroportos e portos do Reino Unido. O relatório, publicado em 17 de julho, resulta de visitas surpresa realizadas em abril e destaca falhas persistentes na emissão de documentos legais de detenção, proteção inconsistente de crianças e possíveis vítimas de tráfico, além de tempos excessivos de detenção em portos como Felixstowe e Harwich.
Os inspetores encontraram casos em que detidos permaneceram até 12 horas antes de receberem os formulários oficiais de autorização de detenção (IS91), levantando dúvidas sobre a legalidade da prisão. Em um episódio, 23 migrantes em Harwich receberam documentos em grupo por meio de um intérprete via alto-falante – prática que, segundo a HMIP, compromete a compreensão individual dos direitos. Em Felixstowe, uma mulher com uma criança de 18 meses passou mais de 22 horas em uma sala sem instalações adequadas, enquanto a equipe usava o Google Tradutor para se comunicar.
Os procedimentos de proteção foram considerados irregulares. Apenas três encaminhamentos ao Mecanismo Nacional de Referência para suspeitas de escravidão moderna foram feitos em um ano, apesar dos inspetores identificarem vários casos suspeitos. Crianças foram, por vezes, entrevistadas sem a presença de um adulto responsável, e materiais de orientação jurídica estavam desatualizados ou ausentes em muitas salas.
O órgão fiscalizador apresenta oito recomendações, sendo quatro urgentes: aprimorar o treinamento em proteção, reduzir os períodos de detenção, substituir a instalação inadequada de Felixstowe e garantir o acesso a medicamentos prescritos. O Ministério do Interior afirma que está em andamento a padronização dos processos e que as novas equipes de Proteção e Combate à Escravidão Moderna da Border Force serão ampliadas.
Para empregadores que movimentam funcionários pelos portos do Reino Unido, as conclusões reforçam a importância de garantir que os viajantes possuam documentação completa e compreendam seus direitos, especialmente aqueles fora das categorias padrão de visto. Consultores de mobilidade devem acompanhar as respostas do Ministério do Interior, pois as ações corretivas podem alterar os tempos de processamento ou levar ao fechamento temporário das instalações para reformas.
Os inspetores encontraram casos em que detidos permaneceram até 12 horas antes de receberem os formulários oficiais de autorização de detenção (IS91), levantando dúvidas sobre a legalidade da prisão. Em um episódio, 23 migrantes em Harwich receberam documentos em grupo por meio de um intérprete via alto-falante – prática que, segundo a HMIP, compromete a compreensão individual dos direitos. Em Felixstowe, uma mulher com uma criança de 18 meses passou mais de 22 horas em uma sala sem instalações adequadas, enquanto a equipe usava o Google Tradutor para se comunicar.
Os procedimentos de proteção foram considerados irregulares. Apenas três encaminhamentos ao Mecanismo Nacional de Referência para suspeitas de escravidão moderna foram feitos em um ano, apesar dos inspetores identificarem vários casos suspeitos. Crianças foram, por vezes, entrevistadas sem a presença de um adulto responsável, e materiais de orientação jurídica estavam desatualizados ou ausentes em muitas salas.
O órgão fiscalizador apresenta oito recomendações, sendo quatro urgentes: aprimorar o treinamento em proteção, reduzir os períodos de detenção, substituir a instalação inadequada de Felixstowe e garantir o acesso a medicamentos prescritos. O Ministério do Interior afirma que está em andamento a padronização dos processos e que as novas equipes de Proteção e Combate à Escravidão Moderna da Border Force serão ampliadas.
Para empregadores que movimentam funcionários pelos portos do Reino Unido, as conclusões reforçam a importância de garantir que os viajantes possuam documentação completa e compreendam seus direitos, especialmente aqueles fora das categorias padrão de visto. Consultores de mobilidade devem acompanhar as respostas do Ministério do Interior, pois as ações corretivas podem alterar os tempos de processamento ou levar ao fechamento temporário das instalações para reformas.