
Itália e França uniram forças em Bruxelas no dia 15 de dezembro para solicitar que a votação final do Conselho sobre o Acordo de Associação União Europeia–Mercosul seja adiada para 2026. Segundo fontes diplomáticas, o presidente francês Emmanuel Macron e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni instruíram seus representantes permanentes a pedir à Presidência belga do Conselho mais tempo para analisar as cláusulas de salvaguarda e os capítulos de sustentabilidade do pacto.
Embora o acordo trate principalmente da redução de tarifas, ele também prevê a liberalização da movimentação temporária de empresários, a abertura de novas categorias isentas de visto para prestadores de serviços de curto prazo e a criação de um quadro para o reconhecimento mútuo de qualificações profissionais. Federações industriais italianas — especialmente dos setores automotivo, da moda e agroalimentar — esperavam que o acordo facilitasse canais simplificados de viagens de negócios para Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai já em meados de 2026. O adiamento significa que esses benefícios de mobilidade — e a economia gerada pela entrada sem visto por até 90 dias — só estarão disponíveis pelo menos um ano depois.
A posição de Roma reflete a crescente preocupação de que empresas europeias possam enfrentar um aumento de importações agrícolas de baixo custo sem medidas de transição adequadas. Em informes internos vistos pelo Il Sole 24 Ore, os ministérios italianos da Agricultura e da Indústria alertaram que um corte abrupto nas tarifas poderia prejudicar o emprego rural nas regiões do sul, a menos que fundos complementares para requalificação de trabalhadores sejam implementados. Consultores de imigração empresarial recomendam que empresas planejando transferências internas para o bloco Mercosul revisem seus cronogramas e mantenham orçamentos de contingência para taxas de visto Schengen–Mercosul, que continuarão vigentes.
Para os gestores de mobilidade, a principal conclusão imediata é a incerteza: as regras de autorização de viagem permanecerão fragmentadas, e as tão esperadas faixas rápidas nos aeroportos de São Paulo, Buenos Aires e Montevidéu não estarão disponíveis em 2026. Por isso, as empresas são aconselhadas a manter os contratos atuais de suporte para vistos e a preparar os funcionários que viajam para prazos mais longos, até que uma nova votação do Conselho seja agendada — provavelmente sob as presidências do Conselho da UE da Hungria ou da Polônia, na segunda metade de 2026.
Embora o acordo trate principalmente da redução de tarifas, ele também prevê a liberalização da movimentação temporária de empresários, a abertura de novas categorias isentas de visto para prestadores de serviços de curto prazo e a criação de um quadro para o reconhecimento mútuo de qualificações profissionais. Federações industriais italianas — especialmente dos setores automotivo, da moda e agroalimentar — esperavam que o acordo facilitasse canais simplificados de viagens de negócios para Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai já em meados de 2026. O adiamento significa que esses benefícios de mobilidade — e a economia gerada pela entrada sem visto por até 90 dias — só estarão disponíveis pelo menos um ano depois.
A posição de Roma reflete a crescente preocupação de que empresas europeias possam enfrentar um aumento de importações agrícolas de baixo custo sem medidas de transição adequadas. Em informes internos vistos pelo Il Sole 24 Ore, os ministérios italianos da Agricultura e da Indústria alertaram que um corte abrupto nas tarifas poderia prejudicar o emprego rural nas regiões do sul, a menos que fundos complementares para requalificação de trabalhadores sejam implementados. Consultores de imigração empresarial recomendam que empresas planejando transferências internas para o bloco Mercosul revisem seus cronogramas e mantenham orçamentos de contingência para taxas de visto Schengen–Mercosul, que continuarão vigentes.
Para os gestores de mobilidade, a principal conclusão imediata é a incerteza: as regras de autorização de viagem permanecerão fragmentadas, e as tão esperadas faixas rápidas nos aeroportos de São Paulo, Buenos Aires e Montevidéu não estarão disponíveis em 2026. Por isso, as empresas são aconselhadas a manter os contratos atuais de suporte para vistos e a preparar os funcionários que viajam para prazos mais longos, até que uma nova votação do Conselho seja agendada — provavelmente sob as presidências do Conselho da UE da Hungria ou da Polônia, na segunda metade de 2026.
Fonte: Reuters
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