
A Guarda de Fronteira da Polônia (Straż Graniczna) divulgou novas estatísticas que revelam a dimensão das verificações temporárias internas no espaço Schengen, nas suas fronteiras oeste e nordeste, cinco meses após Varsóvia ter reintroduzido os controlos para conter rotas irregulares de migração para a Alemanha e Lituânia. Segundo o relatório, datado das 20h40 de 15 de março de 2026, os agentes inspecionaram mais de 2,1 milhões de viajantes e pouco mais de 1 milhão de veículos desde a reinstauração dos controlos, em 7 de julho de 2025.
A maior parte da atividade concentrou-se na fronteira com a Alemanha, onde as unidades da Guarda de Fronteira Nadodrzański e Morski verificaram 1,2 milhão de pessoas e quase 570 mil veículos nas províncias de Dolnośląskie, Lubuskie e Zachodniopomorskie. Cerca de 380 estrangeiros não pertencentes à UE — principalmente da Ucrânia, Turquia, Rússia, Síria, Índia e Vietnã — tiveram a entrada recusada por falta dos documentos de viagem exigidos.
Na fronteira com a Lituânia, a unidade Podlaski inspecionou quase 900 mil viajantes e 470 mil meios de transporte. Mais de 460 pessoas, sobretudo cidadãos da Índia, Ucrânia e Uzbequistão, foram impedidas de entrar por motivos semelhantes relacionados com documentação. Os agentes também prenderam quase 40 suspeitos de facilitarem redes de tráfico de pessoas.
Os números evidenciam como os controlos internos de fronteira — permitidos pelo Código de Fronteiras Schengen apenas em circunstâncias excecionais — se tornaram uma presença quase permanente nas fronteiras internas da Polônia com a UE. Varsóvia defende que a medida é necessária para conter os movimentos secundários de migrantes irregulares que entram na área Schengen pela rota do Báltico e para desmantelar redes organizadas de contrabando.
A Alemanha, que mantém os seus próprios controlos desde outubro de 2023, continua a pressionar a Polônia para instalar postos de controlo conjuntos no lado polaco; o governo polaco tem rejeitado a ideia, alegando questões de soberania.
Para as empresas multinacionais que deslocam funcionários pela Polônia, os dados significam tempos de viagem mais longos em corredores rodoviários chave, como a A2 (Świecko) e a A4 (Jędrzychowice), e reforçam a importância de portar documentação completa, mesmo em viagens rotineiras dentro do espaço Schengen. Gestores de mobilidade devem aconselhar viajantes de negócios e operadores de autocarros a prever tempo extra para as travessias de fronteira e garantir que passaportes ou cartões de identificação nacional estejam sempre acessíveis.
Empregadores que enviam trabalhadores de países terceiros para projetos na Polônia devem também verificar cuidadosamente a validade de vistos e autorizações de trabalho, já que as autoridades de fronteira estão a aplicar rigorosamente a conformidade documental.
Para o futuro, espera-se que o Ministério do Interior decida no início de abril se solicita uma nova extensão de seis meses para os controlos, o que poderia prolongar o regime até à época turística de outono. As empresas devem acompanhar os avisos aos transportadores (NOTAMs) e eventuais novas propostas ao Código Schengen em Bruxelas que possam formalizar controlos internos de longo prazo.
A maior parte da atividade concentrou-se na fronteira com a Alemanha, onde as unidades da Guarda de Fronteira Nadodrzański e Morski verificaram 1,2 milhão de pessoas e quase 570 mil veículos nas províncias de Dolnośląskie, Lubuskie e Zachodniopomorskie. Cerca de 380 estrangeiros não pertencentes à UE — principalmente da Ucrânia, Turquia, Rússia, Síria, Índia e Vietnã — tiveram a entrada recusada por falta dos documentos de viagem exigidos.
Na fronteira com a Lituânia, a unidade Podlaski inspecionou quase 900 mil viajantes e 470 mil meios de transporte. Mais de 460 pessoas, sobretudo cidadãos da Índia, Ucrânia e Uzbequistão, foram impedidas de entrar por motivos semelhantes relacionados com documentação. Os agentes também prenderam quase 40 suspeitos de facilitarem redes de tráfico de pessoas.
Os números evidenciam como os controlos internos de fronteira — permitidos pelo Código de Fronteiras Schengen apenas em circunstâncias excecionais — se tornaram uma presença quase permanente nas fronteiras internas da Polônia com a UE. Varsóvia defende que a medida é necessária para conter os movimentos secundários de migrantes irregulares que entram na área Schengen pela rota do Báltico e para desmantelar redes organizadas de contrabando.
A Alemanha, que mantém os seus próprios controlos desde outubro de 2023, continua a pressionar a Polônia para instalar postos de controlo conjuntos no lado polaco; o governo polaco tem rejeitado a ideia, alegando questões de soberania.
Para as empresas multinacionais que deslocam funcionários pela Polônia, os dados significam tempos de viagem mais longos em corredores rodoviários chave, como a A2 (Świecko) e a A4 (Jędrzychowice), e reforçam a importância de portar documentação completa, mesmo em viagens rotineiras dentro do espaço Schengen. Gestores de mobilidade devem aconselhar viajantes de negócios e operadores de autocarros a prever tempo extra para as travessias de fronteira e garantir que passaportes ou cartões de identificação nacional estejam sempre acessíveis.
Empregadores que enviam trabalhadores de países terceiros para projetos na Polônia devem também verificar cuidadosamente a validade de vistos e autorizações de trabalho, já que as autoridades de fronteira estão a aplicar rigorosamente a conformidade documental.
Para o futuro, espera-se que o Ministério do Interior decida no início de abril se solicita uma nova extensão de seis meses para os controlos, o que poderia prolongar o regime até à época turística de outono. As empresas devem acompanhar os avisos aos transportadores (NOTAMs) e eventuais novas propostas ao Código Schengen em Bruxelas que possam formalizar controlos internos de longo prazo.
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