
A Associação dos Aeroportos Alemães (ADV) informou em 6 de maio que seus 23 aeroportos membros movimentaram apenas 16,7 milhões de passageiros em abril — 1,65 milhão a menos que no ano anterior, uma queda de 9%. As greves de uma semana dos tripulantes de cabine e pilotos da Lufthansa foram responsáveis por quase um milhão de passageiros perdidos; os cancelamentos de voos relacionados ao conflito no Irã reduziram em mais 400 mil. Financeiramente, a Lufthansa estima que a paralisação trabalhista de abril custou ao grupo €150 milhões, elevando as perdas relacionadas a greves no primeiro trimestre de 2026 para €40 milhões. A ADV alertou para uma “erosão dramática” da conectividade internacional da Alemanha e pediu ao governo federal que reduza os impostos sobre aviação e acelere a contratação de pessoal de segurança para estabilizar os horários antes do pico do verão. A queda no número de passageiros tem efeitos em cadeia para os gestores de mobilidade: filas maiores em pontos de controle com falta de pessoal, redução de voos de conexão para cidades secundárias e aumento das tarifas aéreas, já que as companhias repassam os custos de combustível e mão de obra. Empresas com viagens urgentes devem considerar a compra de passes flexíveis para trens e transferir reuniões de curta distância para o ambiente online. Já os operadores de carga relatam que a capacidade irregular no porão dos aviões os obriga a transportar cargas de alto valor por rodovias, onde os mesmos controles de fronteira que causam a falta de pessoal também geram gargalos logísticos.
Fonte: Handelsblatt