
O tráfego tradicionalmente direcionado à Europa no Brasil passa por São Paulo e Rio de Janeiro, mas esse cenário está mudando rapidamente. Dados de horários de voos divulgados em 12 de junho mostram que a LATAM estenderá seu serviço Fortaleza–Lisboa até pelo menos março de 2027, enquanto a TAP Air Portugal confirmou que sua operação Recife–Porto, com voos duas vezes por semana, será mantida durante todo o ano. Juntas, essas iniciativas consolidam o papel das duas capitais do Nordeste como novas portas de entrada do Brasil para a Europa.
Essa mudança é respaldada por números concretos. Estatísticas das secretarias estaduais de turismo indicam que o Aeroporto de Recife/Guararapes recebeu 1,07 milhão de passageiros internacionais em 2025, um aumento de 7% em relação ao ano anterior, enquanto o Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, cresceu 9% no mesmo período. As companhias aéreas descobriram que a travessia de seis a sete horas até Portugal pode ser operada de forma lucrativa com aeronaves de corredor único e longo alcance, como o A321LR, abrindo rotas diretas menos concorridas que evitam os hubs congestionados do Sul.
Para os planejadores de mobilidade corporativa, essa tendência traz duas implicações imediatas. Primeiro, executivos baseados no interior do Brasil agora têm um trajeto doméstico mais curto para chegar à Europa ao se conectarem pelo Nordeste, reduzindo horas no itinerário porta a porta. Segundo, empresas que transferem funcionários para a Europa podem negociar tarifas mais baixas saindo de Fortaleza ou Recife, em comparação com os hubs tradicionais, onde os preços permanecem elevados. Empresas de gestão de viagens relatam que alguns clientes multinacionais já revisaram suas políticas corporativas para permitir rotas via Nordeste quando forem mais econômicas.
O impacto econômico é significativo. Os governos do Ceará e de Pernambuco estimam que cada nova frequência internacional semanal gera cerca de 80 empregos diretos e impulsiona gastos em hotéis, restaurantes e transporte terrestre ao longo do corredor costeiro. Incorporadoras imobiliárias retomaram projetos de resorts paralisados com base nas projeções de tráfego, e o Ministério do Turismo vê o corredor como um piloto para distribuir a receita do turismo estrangeiro além do Sudeste do Brasil.
Desafios ainda existem: ambos os aeroportos precisam de melhorias no transporte terrestre e de uma rede mais ampla de voos regionais para manter o status de hubs. No entanto, analistas afirmam que o movimento é inegável; se os preços do combustível permanecerem estáveis e as condições cambiais se mantiverem, Fortaleza e Recife poderão responder por uma em cada cinco vagas entre Brasil e Europa até 2028, ante os atuais 11%.
Essa mudança é respaldada por números concretos. Estatísticas das secretarias estaduais de turismo indicam que o Aeroporto de Recife/Guararapes recebeu 1,07 milhão de passageiros internacionais em 2025, um aumento de 7% em relação ao ano anterior, enquanto o Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, cresceu 9% no mesmo período. As companhias aéreas descobriram que a travessia de seis a sete horas até Portugal pode ser operada de forma lucrativa com aeronaves de corredor único e longo alcance, como o A321LR, abrindo rotas diretas menos concorridas que evitam os hubs congestionados do Sul.
Para os planejadores de mobilidade corporativa, essa tendência traz duas implicações imediatas. Primeiro, executivos baseados no interior do Brasil agora têm um trajeto doméstico mais curto para chegar à Europa ao se conectarem pelo Nordeste, reduzindo horas no itinerário porta a porta. Segundo, empresas que transferem funcionários para a Europa podem negociar tarifas mais baixas saindo de Fortaleza ou Recife, em comparação com os hubs tradicionais, onde os preços permanecem elevados. Empresas de gestão de viagens relatam que alguns clientes multinacionais já revisaram suas políticas corporativas para permitir rotas via Nordeste quando forem mais econômicas.
O impacto econômico é significativo. Os governos do Ceará e de Pernambuco estimam que cada nova frequência internacional semanal gera cerca de 80 empregos diretos e impulsiona gastos em hotéis, restaurantes e transporte terrestre ao longo do corredor costeiro. Incorporadoras imobiliárias retomaram projetos de resorts paralisados com base nas projeções de tráfego, e o Ministério do Turismo vê o corredor como um piloto para distribuir a receita do turismo estrangeiro além do Sudeste do Brasil.
Desafios ainda existem: ambos os aeroportos precisam de melhorias no transporte terrestre e de uma rede mais ampla de voos regionais para manter o status de hubs. No entanto, analistas afirmam que o movimento é inegável; se os preços do combustível permanecerem estáveis e as condições cambiais se mantiverem, Fortaleza e Recife poderão responder por uma em cada cinco vagas entre Brasil e Europa até 2028, ante os atuais 11%.
Fonte: The Traveler
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