
Os preços do Combustível de Aviação (ATF) dispararam—com alta de quase 18% mês a mês, segundo monitoramento do setor—levando as principais companhias aéreas a reduzir frequências no Aeroporto Internacional de Chennai. O portal local LiveChennai informa que, a partir de 17 de junho, Air India e IndiGo cancelaram ou diminuíram voos para Singapura, Dubai, Sharjah e Colombo, com mais ajustes previstos caso o preço do petróleo bruto permaneça acima de US$ 105 por barril. A pressão ocorre após novas preocupações com o fornecimento no Oriente Médio, devido a incidentes marítimos no Estreito de Ormuz. O combustível de aviação representa agora cerca de 45% dos custos operacionais das companhias indianas, reduzindo significativamente a margem em rotas de baixa rentabilidade. As aéreas estão priorizando aeronaves para rotas de maior retorno, como os voos de longa distância entre Delhi e a América do Norte. Para os planejadores de mobilidade, o impacto é imediato: funcionários baseados em Chennai com destino a centros corporativos no Golfo ou Sudeste Asiático enfrentam aumentos de tarifas entre 25% e 30%, além de conexões mais longas via Bengaluru ou Mumbai. Multinacionais devem revisar seus orçamentos de viagem e considerar modelos flexíveis de trabalho ou designações digitais enquanto a capacidade permanece limitada. Chennai é o quarto aeroporto mais movimentado da Índia em tráfego de saída, atrás de Delhi, Mumbai e Bengaluru, e uma porta de entrada crucial para os polos automotivo e de TI de Tamil Nadu. Cortes persistentes podem atrasar cronogramas de projetos que dependem de especialistas que viajam a trabalho. A Diretoria Geral de Aviação Civil (DGCA) solicitou relatórios semanais sobre o impacto do combustível às companhias aéreas, mas não impôs limites às tarifas. Analistas esperam que as operações se estabilizem apenas se os preços do ATF caírem abaixo de ₹95.000 por quilolitro.
Fonte: LiveChennai