
A Índia reforçou discretamente a extremidade leste de sua fronteira marítima. Uma notificação do Ministério do Interior (MHA) datada de 22 de junho incluiu o Complexo Portuário de Haldia, em Bengala Ocidental, na lista de pontos autorizados para controle de imigração, conforme a Lei de Imigração e Estrangeiros de 2025. O Economic Times Supply Chain confirmou a mudança quando o Porto Syama Prasad Mookerjee, sediado em Calcutá e responsável pela gestão de Haldia, recebeu a publicação oficial no diário oficial em 24 de junho.
Por que Haldia? Localizado a 120 km a sudoeste de Calcutá, às margens do rio Hooghly, o porto já é um importante centro para cargas a granel no leste e nordeste da Índia. Operadoras de cruzeiros demonstraram interesse em usar Haldia como ponto de embarque para viagens fluviais e costeiras, mas a ausência de instalações de imigração no local obrigava passageiros e tripulação a realizarem os trâmites em Calcutá. O novo status elimina esse gargalo, permitindo embarque e desembarque direto de navios estrangeiros, troca de tripulação e até serviços limitados para passageiros, sem necessidade de desvio rio acima.
Do ponto de vista regulatório, Haldia passa a ser o 41º porto marítimo integrado ao sistema nacional de imigração. A medida complementa os programas de modernização portuária Sagarmala e PM GatiShakti, que ampliam o uso de tecnologia aduaneira e de imigração ao longo da costa, descongestionando os portos de Mumbai, Chennai e Kochi.
Em maio, o MHA também incluiu os portos de Dahej, Sikka e Tuna Tekra, em Gujarat, indicando que portos comerciais menores devem estar “prontos para a fronteira”, aptos a lidar com rotações de tripulação, liberações de superiates e especialistas em cargas especiais que chegam com vistos de negócios.
Linhas de navegação e agências de tripulação esperam ganhos concretos. Os gestores de tripulação poderão planejar embarques e desembarques diretos em Haldia, evitando o transporte de marítimos por 140 km até o Aeroporto Internacional Netaji Subhas para os trâmites. Operadores logísticos preveem maior agilidade no atendimento a rotas alimentadoras para Bangladesh, Mianmar e Tailândia. Operadores turísticos que defendem um corredor internacional de cruzeiros fluviais entre Varanasi e a Baía de Bengala afirmam que a nova estrutura de imigração elimina um obstáculo importante.
A atualização também impõe novas exigências às autoridades locais: portões eletrônicos biométricos, sistema de Informação Avançada de Passageiros (APIS) integrado a Delhi e atendimento 24 horas do Escritório Regional de Registro de Estrangeiros (FRRO) devem estar operacionais antes da primeira chamada direta. A administração do porto tem seis meses para implementar a equipe e a infraestrutura necessárias.
Se bem executado, Haldia pode servir de modelo para descentralizar o controle das fronteiras marítimas da Índia — fundamental para uma costa que hoje responde por um quarto do volume nacional de contêineres.
Por que Haldia? Localizado a 120 km a sudoeste de Calcutá, às margens do rio Hooghly, o porto já é um importante centro para cargas a granel no leste e nordeste da Índia. Operadoras de cruzeiros demonstraram interesse em usar Haldia como ponto de embarque para viagens fluviais e costeiras, mas a ausência de instalações de imigração no local obrigava passageiros e tripulação a realizarem os trâmites em Calcutá. O novo status elimina esse gargalo, permitindo embarque e desembarque direto de navios estrangeiros, troca de tripulação e até serviços limitados para passageiros, sem necessidade de desvio rio acima.
Do ponto de vista regulatório, Haldia passa a ser o 41º porto marítimo integrado ao sistema nacional de imigração. A medida complementa os programas de modernização portuária Sagarmala e PM GatiShakti, que ampliam o uso de tecnologia aduaneira e de imigração ao longo da costa, descongestionando os portos de Mumbai, Chennai e Kochi.
Em maio, o MHA também incluiu os portos de Dahej, Sikka e Tuna Tekra, em Gujarat, indicando que portos comerciais menores devem estar “prontos para a fronteira”, aptos a lidar com rotações de tripulação, liberações de superiates e especialistas em cargas especiais que chegam com vistos de negócios.
Linhas de navegação e agências de tripulação esperam ganhos concretos. Os gestores de tripulação poderão planejar embarques e desembarques diretos em Haldia, evitando o transporte de marítimos por 140 km até o Aeroporto Internacional Netaji Subhas para os trâmites. Operadores logísticos preveem maior agilidade no atendimento a rotas alimentadoras para Bangladesh, Mianmar e Tailândia. Operadores turísticos que defendem um corredor internacional de cruzeiros fluviais entre Varanasi e a Baía de Bengala afirmam que a nova estrutura de imigração elimina um obstáculo importante.
A atualização também impõe novas exigências às autoridades locais: portões eletrônicos biométricos, sistema de Informação Avançada de Passageiros (APIS) integrado a Delhi e atendimento 24 horas do Escritório Regional de Registro de Estrangeiros (FRRO) devem estar operacionais antes da primeira chamada direta. A administração do porto tem seis meses para implementar a equipe e a infraestrutura necessárias.
Se bem executado, Haldia pode servir de modelo para descentralizar o controle das fronteiras marítimas da Índia — fundamental para uma costa que hoje responde por um quarto do volume nacional de contêineres.
Fonte: ET Supply Chain