
Na sessão noturna de 28 de julho de 2026, o Senado italiano aprovou – por meio de uma votação de confiança solicitada pelo Governo Meloni – o projeto de lei que converte o Decreto-Lei nº 100, de 12 de junho de 2026, sobre “medidas urgentes em matéria de justiça e para a implementação do Pacto da UE sobre Migração e Asilo”. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados para aprovação final em até 60 dias, mas o sinal político já está claro: Roma pretende endurecer os procedimentos de asilo, acelerar as expulsões e ampliar o uso da “vigilância reforçada das fronteiras” ao longo da rota dos Bálcãs antes da entrada em vigor do Pacto, prevista para meados de 2027.
O decreto reúne três conjuntos de medidas. Primeiro, cria tribunais de asilo com trâmite acelerado, juízes especializados e prazos rigorosos de 25 dias para recursos, uma iniciativa bem recebida por associações empresariais que reclamam da insegurança jurídica na contratação de talentos fora da UE. Segundo, amplia a permanência máxima nos centros de permanência para remoção (CPR) de 18 para 24 meses e autoriza o Ministério do Interior a abrir duas novas unidades próximas aos portos de Gioia Tauro e Trieste. Terceiro, adapta a legislação italiana às exigências de compartilhamento de dados dos novos regulamentos Eurodac e EES, permitindo que informações biométricas coletadas na fronteira sejam reutilizadas em investigações criminais.
Para os empregadores, isso significa respostas mais rápidas sobre pedidos de autorização de trabalho, mas também maior rigor nas obrigações de compliance: empresas que patrocinam trabalhadores estrangeiros terão agora 30 dias (em vez de 60) para comunicar qualquer alteração contratual aos escritórios locais de trabalho, enquanto as multas por emprego irregular de requerentes de asilo sobem para €6.000 por trabalhador. Multinacionais com programas de transferência intra-UE devem revisar suas listas de verificação, pois os inspetores terão acesso direto à nova rede de terminais Eurodac.
A oposição política argumenta que o decreto pouco resolve a falta estrutural de pessoal nos escritórios de imigração e pode causar superlotação nos centros de remoção. Ainda assim, com a votação no Senado, o Governo demonstra a Bruxelas que a Itália está avançando de decretos emergenciais para um alinhamento estrutural com o novo Pacto, esperando em troca maior cofinanciamento europeu para a capacidade de acolhimento.
Empresas que dependem de autorizações sazonais (decreto-fluxos) devem acompanhar o debate parlamentar: várias emendas apresentadas em comissão destinam cotas adicionais para técnicos em agritecnologia e energias renováveis, perfis difíceis de encontrar localmente.
Na prática, gestores de RH e mobilidade devem esperar prazos mais curtos para litígios, mais solicitações de dados biométricos nas delegacias e possíveis fiscalizações caso empreguem trabalhadores com recursos de asilo pendentes. Equipes jurídicas são aconselhadas a atualizar os avisos de privacidade e obter consentimento explícito para transferências biométricas conforme as novas regras.
O decreto reúne três conjuntos de medidas. Primeiro, cria tribunais de asilo com trâmite acelerado, juízes especializados e prazos rigorosos de 25 dias para recursos, uma iniciativa bem recebida por associações empresariais que reclamam da insegurança jurídica na contratação de talentos fora da UE. Segundo, amplia a permanência máxima nos centros de permanência para remoção (CPR) de 18 para 24 meses e autoriza o Ministério do Interior a abrir duas novas unidades próximas aos portos de Gioia Tauro e Trieste. Terceiro, adapta a legislação italiana às exigências de compartilhamento de dados dos novos regulamentos Eurodac e EES, permitindo que informações biométricas coletadas na fronteira sejam reutilizadas em investigações criminais.
Para os empregadores, isso significa respostas mais rápidas sobre pedidos de autorização de trabalho, mas também maior rigor nas obrigações de compliance: empresas que patrocinam trabalhadores estrangeiros terão agora 30 dias (em vez de 60) para comunicar qualquer alteração contratual aos escritórios locais de trabalho, enquanto as multas por emprego irregular de requerentes de asilo sobem para €6.000 por trabalhador. Multinacionais com programas de transferência intra-UE devem revisar suas listas de verificação, pois os inspetores terão acesso direto à nova rede de terminais Eurodac.
A oposição política argumenta que o decreto pouco resolve a falta estrutural de pessoal nos escritórios de imigração e pode causar superlotação nos centros de remoção. Ainda assim, com a votação no Senado, o Governo demonstra a Bruxelas que a Itália está avançando de decretos emergenciais para um alinhamento estrutural com o novo Pacto, esperando em troca maior cofinanciamento europeu para a capacidade de acolhimento.
Empresas que dependem de autorizações sazonais (decreto-fluxos) devem acompanhar o debate parlamentar: várias emendas apresentadas em comissão destinam cotas adicionais para técnicos em agritecnologia e energias renováveis, perfis difíceis de encontrar localmente.
Na prática, gestores de RH e mobilidade devem esperar prazos mais curtos para litígios, mais solicitações de dados biométricos nas delegacias e possíveis fiscalizações caso empreguem trabalhadores com recursos de asilo pendentes. Equipes jurídicas são aconselhadas a atualizar os avisos de privacidade e obter consentimento explícito para transferências biométricas conforme as novas regras.
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