
A trigésima cúpula climática da ONU em Belém deveria ter terminado às 18h do dia 21 de novembro, mas à meia-noite os negociadores ainda estavam reunidos em torno de um rascunho que, de forma controversa, eliminava qualquer menção à eliminação gradual dos combustíveis fósseis. O presidente brasileiro da COP, André Corrêa do Lago, pediu unidade, mas a União Europeia rejeitou o texto veementemente, enquanto a Arábia Saudita liderava o bloco de oposição. Sem um acordo à vista, a cúpula se estendeu para um ‘Dia 12’ não programado.
O impasse diplomático rapidamente virou um problema de mobilidade. Cerca de 15 mil dos 48 mil participantes credenciados tinham passagens para deixar o Brasil entre os dias 22 e 23 de novembro. A autoridade de navegação aérea CGNA emitiu um NOTAM extraordinário às 3h15, horário local, estendendo a coordenação de slots específicos da COP e as zonas de exclusão aérea ao redor do Aeroporto Val-de-Cans até 24 de novembro. As companhias aéreas foram solicitadas a respeitar a isenção original que permite aos delegados alterar passagens sem penalidade; Gol e Latam adicionaram 18 voos extras para Brasília, São Paulo e Miami, enquanto a TAP aumentou em 460 o número de assentos para Lisboa durante o fim de semana.
O Departamento de Imigração do Brasil atualizou discretamente o FAQ do e-Visa da COP30, esclarecendo que o visto eletrônico gratuito permanece válido até 31 de dezembro, mesmo que a carta de credenciamento indique o período de 10 a 21 de novembro. Os agentes de fronteira receberam um boletim de campo instruindo-os a admitir participantes com saída tardia, desde que portem crachá da UNFCCC ou carta de extensão. Os hotéis, por sua vez, enfrentam pressão na capacidade: a associação de hoteleiros de Belém informou que a ocupação está em 104%, considerando também vagas em barcos e hostels temporários; as diárias subiram 37% desde quinta-feira.
Para os gestores de mobilidade corporativa, a prorrogação significa remarcar voos durante o período pré-feriado, quando a taxa média de ocupação dos assentos já é de 92%. Empresas de gestão de riscos em viagens recomendam garantir a reserva de voos de saída em até 24 horas e considerar tempo extra nos pontos de segurança, que agora funcionam 24 horas por dia, em vez do ciclo planejado de 18 horas. Os operadores terrestres relatam que as permissões para carros VIP emitidas para o período de 10 a 21 de novembro continuarão válidas, mas os veículos devem passar por nova inspeção para detecção de explosivos.
A extensão da cúpula também adia a desmontagem dos portões eletrônicos temporários e dos guichês extras de imigração instalados no aeroporto de Belém. A Polícia Federal informa que o equipamento permanecerá ativo pelo menos até 27 de novembro, proporcionando ao Brasil um piloto em tempo real da tecnologia de fronteira com ‘capacidade de surto’, que poderá ser reutilizada para a reunião dos líderes do G20 no Rio no próximo ano. Especialistas preveem que a experiência acelerará o plano brasileiro de implantação dos portões ABC (Controle Automatizado de Fronteira) em mais oito aeroportos em 2026.
Caso as negociações se prolonguem ainda mais, o Brasil pode considerar a emissão de um período de carência geral de 10 dias, idêntico ao usado durante as Olimpíadas do Rio 2016 — uma opção que o Ministério da Justiça já está elaborando. De qualquer forma, o impasse da COP30 deixou de ser apenas uma questão climática; transformou-se em um teste de resistência em tempo real para os sistemas de visto, aeroportos e hospedagem do Brasil.
O impasse diplomático rapidamente virou um problema de mobilidade. Cerca de 15 mil dos 48 mil participantes credenciados tinham passagens para deixar o Brasil entre os dias 22 e 23 de novembro. A autoridade de navegação aérea CGNA emitiu um NOTAM extraordinário às 3h15, horário local, estendendo a coordenação de slots específicos da COP e as zonas de exclusão aérea ao redor do Aeroporto Val-de-Cans até 24 de novembro. As companhias aéreas foram solicitadas a respeitar a isenção original que permite aos delegados alterar passagens sem penalidade; Gol e Latam adicionaram 18 voos extras para Brasília, São Paulo e Miami, enquanto a TAP aumentou em 460 o número de assentos para Lisboa durante o fim de semana.
O Departamento de Imigração do Brasil atualizou discretamente o FAQ do e-Visa da COP30, esclarecendo que o visto eletrônico gratuito permanece válido até 31 de dezembro, mesmo que a carta de credenciamento indique o período de 10 a 21 de novembro. Os agentes de fronteira receberam um boletim de campo instruindo-os a admitir participantes com saída tardia, desde que portem crachá da UNFCCC ou carta de extensão. Os hotéis, por sua vez, enfrentam pressão na capacidade: a associação de hoteleiros de Belém informou que a ocupação está em 104%, considerando também vagas em barcos e hostels temporários; as diárias subiram 37% desde quinta-feira.
Para os gestores de mobilidade corporativa, a prorrogação significa remarcar voos durante o período pré-feriado, quando a taxa média de ocupação dos assentos já é de 92%. Empresas de gestão de riscos em viagens recomendam garantir a reserva de voos de saída em até 24 horas e considerar tempo extra nos pontos de segurança, que agora funcionam 24 horas por dia, em vez do ciclo planejado de 18 horas. Os operadores terrestres relatam que as permissões para carros VIP emitidas para o período de 10 a 21 de novembro continuarão válidas, mas os veículos devem passar por nova inspeção para detecção de explosivos.
A extensão da cúpula também adia a desmontagem dos portões eletrônicos temporários e dos guichês extras de imigração instalados no aeroporto de Belém. A Polícia Federal informa que o equipamento permanecerá ativo pelo menos até 27 de novembro, proporcionando ao Brasil um piloto em tempo real da tecnologia de fronteira com ‘capacidade de surto’, que poderá ser reutilizada para a reunião dos líderes do G20 no Rio no próximo ano. Especialistas preveem que a experiência acelerará o plano brasileiro de implantação dos portões ABC (Controle Automatizado de Fronteira) em mais oito aeroportos em 2026.
Caso as negociações se prolonguem ainda mais, o Brasil pode considerar a emissão de um período de carência geral de 10 dias, idêntico ao usado durante as Olimpíadas do Rio 2016 — uma opção que o Ministério da Justiça já está elaborando. De qualquer forma, o impasse da COP30 deixou de ser apenas uma questão climática; transformou-se em um teste de resistência em tempo real para os sistemas de visto, aeroportos e hospedagem do Brasil.
Fonte: Reuters / The Guardian
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