
Uma onda de restrições relacionadas ao clima no controle de tráfego aéreo e gargalos na rotação de tripulações se espalhou pela Europa em 5 de março de 2026, forçando as companhias aéreas a cancelar 217 voos e atrasar outros 806, segundo a especialista em direitos de passageiros AirHelp. O aeroporto Paris-Charles-de-Gaulle (CDG) foi um dos mais afetados, registrando 27 cancelamentos e 125 atrasos — transtornos que deixaram milhares de viajantes a negócios presos no início do pico de viagens corporativas de fim de mês. A Air France teve seis cancelamentos e 73 atrasos, enquanto easyJet, British Airways e Emirates também enfrentaram interrupções de dois dígitos no CDG. Os operadores de solo relataram que uma faixa matinal de chuva congelante reduziu a capacidade das pistas em 30%, e os limites de tempo de serviço das tripulações no decorrer do dia agravaram o acúmulo. O efeito cascata atingiu Lyon, Marselha e Toulouse, à medida que aeronaves perderam as janelas de rotação. Para empresas com compromissos críticos na França, o episódio reforça a importância de ferramentas dinâmicas de monitoramento de viagens e orçamentos de contingência para aluguel de trens ou carros de última hora. Segundo o regulamento EU261, a maioria dos passageiros cujos voos partiram com mais de três horas de atraso tem direito a assistência e possivelmente compensação — embora condições climáticas extraordinárias possam isentar algumas companhias. Aéroports de Paris anunciou que vai acelerar a implantação de “áreas inteligentes de degelo” e ampliar sua equipe de operações de inverno antes da temporada 2026-27. Já os operadores de aviação executiva estão pressionando por slots dedicados durante eventos climáticos severos para proteger voos charter médicos e corporativos de alto valor.
Fonte: AirHelp disruption report