
Fortes tempestades de verão atingiram a Grande São Paulo na noite de domingo, 8 de março de 2026, derrubando um trecho de 30 metros do muro de segurança de concreto que circunda o Aeroporto de Congonhas. Embora ninguém tenha se ferido, imagens que rapidamente circularam nas redes sociais mostraram destroços espalhados por uma via de serviço no pátio, levando a operadora do aeroporto, Aena Brasil, a isolar a área e acionar seu plano de emergência. As companhias aéreas cancelaram 38 partidas e 41 chegadas no auge da tempestade. Viajantes a negócios que conectam a capital financeira do país a Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte foram os mais afetados, com atrasos em aeroportos subsequentes que dependem do rigoroso cronograma de voos de Congonhas. Gol e LATAM ofereceram remarcação gratuita ou reembolso, enquanto a Azul desviou vários voos para Campinas-Viracopos até a conclusão da inspeção da pista às 22h15. O incidente representa um teste inicial para o programa de modernização de R$ 2 bilhões da Aena, financiado em parte por um empréstimo do BNDES em dezembro de 2025, que prevê a ampliação do terminal e a reformulação da logística aérea. Advogados especializados em aviação destacam que, segundo os contratos de concessão no Brasil, a responsabilidade por falhas na infraestrutura é da operadora privada, e não do governo, levantando dúvidas sobre a cobertura de seguros e a resiliência dos cronogramas durante a temporada de chuvas. Para gestores de mobilidade corporativa, o colapso reforça a importância do planejamento de contingência na movimentada “ponte aérea” brasileira. Especialistas recomendam reservar voos no início da manhã durante a estação chuvosa, incluir tempo de margem nos itinerários e acompanhar os alertas SIGMET da ANAC. Os viajantes também devem confirmar o acesso a salas VIP em aeroportos alternativos, como GRU ou Viracopos, em caso de desvio.
Fonte: Poder360